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FAO reforça apoio à transformação do sistema alimentar e agrícola do país

FAO reforça apoio à transformação do sistema alimentar e agrícola do país

O Diretor-Geral Adjunto da FAO, Alue Dohong, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Bendito Freitas, assinaram um acordo de cooperação. Foto da Tatoli/ António Daciparu

DÍLI, 6 de fevereiro de 2026 (TATOLI) – Timor-Leste e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) formalizaram hoje um acordo de cooperação no Quadro de Programação do País (CPF, em inglês) para 2026-2030, que define as prioridades de cooperação nos setores da agricultura, das pescas, do desenvolvimento rural, da resiliência climática e do fortalecimento institucional.

O acordo foi assinado pelo Diretor-Geral Adjunto da FAO, Alue Dohong, e pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Bendito Freitas, no Salão Nobre, na Praia dos Coqueiros, em Díli.

Para Bendito Freitas, a formalização do acordo representa um marco político e estratégico da parceria com a FAO e que reflete o compromisso do país com o multilateralismo e o desenvolvimento sustentável.

“Esta parceria reflete a determinação do Executivo em colocar a segurança alimentar, a resiliência rural e os meios de subsistência sustentáveis no coração da nossa agenda de desenvolvimento”, afirmou.

O governante reconheceu que, enquanto pequeno Estado insular em desenvolvimento e país menos desenvolvido, Timor-Leste enfrenta constrangimentos estruturais, riscos climáticos e incertezas económicas globais. Ainda assim, garantiu que o Governo mantém o compromisso de apostar na agricultura, nas pescas e no desenvolvimento rural como pilares da diversificação económica, estabilidade social e resiliência nacional.

Por sua vez, Alue Dohong afirmou que a FAO está preparada para trabalhar estreitamente com o Governo para promover a autossuficiência alimentar e reforçar a segurança alimentar e nutricional, através de uma abordagem integrada.

“A FAO continuará a apoiar a transformação do sistema alimentar e agrícola de Timor-Leste, através de apoio técnico, análise de investimentos, planeamento e mobilização de recursos para programas prioritários”, disse.

O responsável referiu ainda que a organização defende abordagens integradas e orientadas para investimentos, de modo a gerar impacto duradouro, incluindo através do reforço da cooperação Sul–Sul e da cooperação triangular.

A cooperação Sul-Sul visa promover a segurança alimentar, a agricultura sustentável e o desenvolvimento rural entre países com desafios semelhantes. Neste sentido, a FAO ajuda os países a encontrar soluções adaptadas à realidade local.

A cooperação triangular é um modelo de colaboração que envolve três partes: pelo menos um país em desenvolvimento, um país desenvolvido e uma organização internacional, de modo a enfrentaram desafios globais, como a segurança alimentar, as mudanças climáticas e a redução da pobreza, de forma mais eficaz e sustentável.

Segundo Alue Dohong, estas prioridades estão refletidas na agenda 2026–2030, elaborada em coordenação com o Ministério da Agricultura, Pescas, Pecuária e Florestas e outros intervenientes nacionais, e alinhada com políticas nacionais e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Também presente na cerimónia, o Secretário de Estado das Pescas, Domingos da Conceição, considerou que o CPF 2026–2030 servirá como “roteiro de cooperação para os próximos cinco anos no setor agroalimentar”, com foco no aumento da produtividade, na melhoria da nutrição, no reforço da resiliência climática, na proteção dos recursos naturais e no fortalecimento institucional.

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Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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