Timor-Leste defende reconciliação e direitos humanos no combate ao discurso de ódio

DÍLI, 21 de setembro de 2026 (TATOLI) – Timor-Leste defendeu o reforço da reconciliação, dos direitos humanos e do respeito mútuo como instrumentos para combater o discurso de ódio e promover uma paz duradoura.
A posição foi apresentada pelo Representante Permanente de Timor-Leste junto da Organização das Nações Unidas, Dionísio Babo, durante a Conferência Global sobre a Promoção do Diálogo Inter-religioso e Intercultural e da Tolerância no Combate ao Discurso de Ódio, realizada na passada quinta-feira, em Nova Iorque.
Conforme fonte governamental, com base na experiência de Timor-Leste na transição do conflito para a paz, a delegação timorense salientou que a consolidação da paz exige instituições sólidas, proteção dos direitos e confiança entre as comunidades.
Legislação e diálogo
Dionísio Babo destacou a legislação nacional que garante a liberdade religiosa e proíbe a discriminação e o ódio com base na religião, recordando também o apoio do Parlamento ao Documento sobre a Fraternidade Humana e a criação de um Centro da Fraternidade Humana.
Contudo, o diplomata salientou que a legislação, por si só, não é suficiente no combate aos preconceitos, defendeu, por isso, a participação dos líderes religiosos, dos educadores, das mulheres e dos jovens na promoção do diálogo e da tolerância.
Educação e literacia digital
O Embaixador apelou ainda ao reforço da educação para os direitos humanos e da literacia digital, bem como à adoção de medidas de proteção contra a disseminação do discurso de ódio através da Inteligência Artificial e das plataformas digitais.
A delegação timorense manifestou também apoio à criação de sistemas comunitários de denúncia, ao jornalismo independente e ao reforço da cooperação internacional. Ao mesmo tempo, salientou que o combate ao discurso de ódio deve respeitar a liberdade de expressão e não limitar a manifestação pacífica de posições divergentes.
Equipa da Tatoli

