Acordo entre PNTL e CAC fortalece resposta conjunta à criminalidade e à corrupção

DILI, 21 de setembro de 2026 (TATOLI) – A Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) e a Comissão Anti-Corrupção (CAC) formalizaram, esta segunda-feira, um acordo, com o objetivo de reforçar a cooperação entre as duas instituições nas áreas da investigação criminal e do combate à corrupção.
No âmbito da assinatura do acordo, 23 investigadores da CAC participaram numa formação técnica sobre a investigação criminal que decorre até ao dia 25, no Centro de Formação da Polícia (CFP).
O Comandante do CFP, Superintendente da Polícia Basílio de Jesus, destacou a importância da cooperação e do trabalho conjunto entre os órgãos competentes do setor da segurança.

Segundo o dirigente, esta articulação permite preparar os membros das instituições para enfrentar diferentes desafios e ameaças no cumprimento das suas responsabilidades.
Basílio de Jesus afirmou que a formação visa reforçar os conhecimentos, as capacidades e a prontidão dos participantes para o exercício das suas funções.
De acordo com o responsável, a formação não deve ser encarada como uma atividade pontual, mas como um processo contínuo destinado a reforçar a qualidade, a integridade e a capacidade profissional dos membros das instituições. “Esperamos que os membros se tornem profissionais, disciplinados e preparados para cumprir as suas responsabilidades, servindo os interesses da população e do Estado”, afirmou.

Por sua vez, o Comissário da CAC, Rui dos Santos, adiantou que o acordo abrange várias áreas de cooperação, desenvolvidas desde 2013, incluindo o apoio da PNTL às operações de busca realizadas pela CAC e a intervenção das equipas da CAC nos municípios quando enfrentam algum impedimento.
Rui dos Santos acrescentou que a parceria contempla igualmente a cooperação em matéria de segurança rodoviária e o trabalho conjunto entre as duas instituições.
Relativamente à formação, o responsável espera que esta contribua para reforçar os conhecimentos e as capacidades dos investigadores da CAC, sobretudo no trabalho de terreno, tendo em conta que determinadas operações de busca requerem o apoio de efetivos da PNTL.
Já o Comandante do Comando de Operações da PNTL, Comissário Assistente Armando Monteiro, considerou que o CFP constitui um espaço para os efetivos aprenderem em conjunto, partilharem experiências e aprofundarem conhecimentos, de acordo com as competências atribuídas por lei à Polícia, particularmente nas áreas da investigação criminal e das técnicas operacionais.
O responsável sublinhou ainda que a implementação da Lei da Organização da Investigação Criminal e a experiência de trabalho na área policial demonstram a importância da cooperação e da comunicação entre os membros da PNTL, sobretudo na prevenção e no combate à corrupção.
Jornalista: Osória Marques/Tradução: Afonso do Rosário
Editor: Xisto da Piedade Freitas

