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CSTL promove conferência para combater assédio sexual no local de trabalho

CSTL promove conferência para combater assédio sexual no local de trabalho

A CSTL promove conferência para combater assédio sexual no local de trabalho. Foto de lexandra da Costa.

DÍLI, 19 de dezembro de 2025 (TATOLI) – A Confederação dos Sindicatos de Timor-Leste (CSTL) realizou hoje, em Bemori, Díli, a 2.ª edição da Conferência das Mulheres, sob o tema Justiça no local de trabalho: defender a qualidade da segurança e garantir o respeito, com o objetivo de combater o assédio sexual no mundo laboral.

O evento reuniu trabalhadores filiados na CSTL e centrou-se na promoção dos direitos das mulheres, bem como na prevenção da discriminação e do assédio, tanto nos locais de trabalho como em espaços públicos.

A Presidente cessante da Comissão das Mulheres da CSTL, Eduarda Miranda Branco, afirmou que a iniciativa visa reforçar a advocacia em defesa dos direitos das mulheres, sublinhando que muitas continuam a enfrentar dificuldades em tomar decisões e agir perante situações de assédio e discriminação.

“Esta iniciativa surge da observação da realidade no país, onde muitas mulheres continuam a ser alvo de discriminação. Para reforçar a sua consciência e capacidades, é fundamental desenvolver uma advocacia contínua e partilhar esta informação junto dos trabalhadores e dos empregadores”, explicou a dirigente.

Eduarda Branco destacou ainda que a CSTL continua a exigir ao Governo a ratificação da Convenção n.º 190 da Organização Internacional do Trabalho relativa à eliminação da violência e do assédio no mundo do trabalho. Segundo a responsável, estas práticas causam forte pressão psicológica sobre as vítimas e violam os direitos dos trabalhadores, através de assédio verbal, não verbal e também de irregularidades relacionadas com o pagamento do salário mínimo.

“Enquanto não existir uma lei específica e clara que regule a violência doméstica e o assédio sexual, a CSTL mantém como política a realização de ações de sensibilização junto de todas as partes, para promover o conhecimento e prevenir a discriminação contra os direitos das mulheres”, acrescentou.

De acordo com a CSTL, ao longo deste ano foram registadas cinco queixas apresentadas por trabalhadores, relacionadas com o não cumprimento do direito ao salário e com assédio no local de trabalho. Todos os casos foram resolvidos através do diálogo entre as partes, não tendo sido, por isso, encaminhados para o Ministério Público.

Notícia relevante: CSTL defende ratificação da convenção internacional contra violência e assédio no trabalho

Jornalista: Alexandra da Costa/Tradução: Equipa da Tatoli

Editor: Cancio Ximenes

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