Timor-Leste defende financiamento climático acessível aos países vulneráveis

DÍLI, 15 de outubro de 2026 (TATOLI) – A Vice-Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Jesuína Gomes, participou esta terça-feira, em Banguecoque, na Tailândia, na primeira edição dos Xingu Finance Talks, uma mesa-redonda de alto nível dedicada à identificação de soluções para melhorar o financiamento da ação climática.
A iniciativa, promovida pela Presidência da 30.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, no âmbito do Veredas Dialogue, reuniu representantes governamentais, instituições financeiras internacionais, setor privado e comunidade académica no Queen Sirikit National Convention Center.
Criados por decisão da sétima sessão da Conferência das Partes enquanto reunião das Partes no Acordo de Paris, realizada em novembro de 2025, em Belém (Brasil), os Xingu Finance Talks constituem uma plataforma anual de alto nível destinada a promover a troca de perspetivas e a identificar soluções práticas para os desafios e oportunidades associados à implementação do artigo 2.º, n.º 1, alínea c), do Acordo de Paris, bem como à sua complementaridade com o artigo 9.º.
Estas disposições referem-se, respetivamente, ao alinhamento dos fluxos financeiros com objetivos de baixas emissões e de resiliência climática, e ao financiamento climático destinado aos países em desenvolvimento.
Nesta primeira edição, os debates centraram-se em duas prioridades: aumentar a capacidade dos países para financiar investimentos climáticos e reduzir os custos do financiamento através de mecanismos de partilha de riscos e de garantias.
Em representação do Grupo dos Países Menos Desenvolvidos (PMD), Jesuína Gomes apresentou as prioridades deste grupo, defendendo que o financiamento climático deve proteger as populações, reforçar a resiliência às alterações climáticas e promover o desenvolvimento sustentável.
A Vice-Ministra defendeu que os mecanismos de financiamento devem reduzir as vulnerabilidades, criar oportunidades sem aumentar a dívida e gerar resultados concretos para as populações mais afetadas pelas alterações climáticas.
A governante salientou também que o financiamento climático deve ser acessível, ter custos comportáveis e responder às necessidades específicas dos países mais vulneráveis, sobretudo dos PMD, para reforçar a sua capacidade de adaptação e promover um desenvolvimento resilientes às alterações climáticas.
A mesa-redonda foi precedida, a 11 de outubro, por um workshop técnico dedicado à identificação de soluções práticas para as duas áreas prioritárias. As conclusões dos Xingu Finance Talks deverão contribuir para os trabalhos do Veredas Dialogue sobre a implementação das disposições financeiras do Acordo de Paris.
Equipa da Tatoli

