DÍLI, 16 de junho de 2025 (TATOLI) – O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP-TL) e a Direção Nacional de Veterinária do Ministério da Agricultura e Pecuária, Pescas e Florestas (MAPPF) alertaram para perigo da raiva e pediram à população, sobretudo à das zonas fronteiriças, para que se deslocassem imediatamente a centros de saúde, se forem mordidos por cães.
Segundo o Diretor-Geral do INSP-TL, Névio Sarmento, duas mordidas de cão estarão na origem da morte de um jovem de 18 anos e do internamento de uma criança de sete anos, por ora em estado considerado crítico, ambos por raiva.
O dirigente informou também que foram reportadas cinco vítimas mortais de raiva, três em Oé-Cusse, uma em Ermera e outra em Bobonaro.
“Registamos 1.445 pessoas mordidas por cães, 41% das quais estão em estado grave”, disse Névio Sarmento, numa conferência conjunta do INSP-TL e do MAPPF, em Caicoli, Díli.
Segundo o responsável, se uma pessoa for mordida por um cão, deverá ser imediatamente vacinada para evitar um possível agravamento do seu estado de saúde. “A raiva é uma doença que pode ser fatal, caso a vítima não tome a vacinação antirrábica”, frisou.
Por sua vez, a Diretora Nacional de Veterinária, Joanita Jong, informou que seis pessoas foram mordidas por cães, na semana passada, em Atabae, no município de Bobonaro, acrescentando que os resultados laboratoriais confirmaram a presença da doença nos pacientes.
A dirigente referiu que grande parte dos cães encontrados em Atabae já foram vacinados e frisou que o Instituto Nacional de Farmácia e Produtos Médicos tem atualmente 870 doses de vacinas para prevenir a propagação da doença.
Recorde-se que a Direção Nacional de Veterinária do MAPPF tinha administrado, desde janeiro, a vacina antirrábica em 1.575 cães em Bobonaro, Covalima, Díli, Ermera, Liquiçá e Oé-Cusse, registando desde o ano passado, 103 casos de raiva em cães, 56 dos quais em Bobonaro, 34 em Oé-Cusse e 13 em Covalima.
A raiva afeta o sistema nervoso e central dos animais infetados com o vírus, sendo transmitida para o ser humano por meio da saliva daqueles. Se um animal, por exemplo um cão, estiver infetado com raiva e morder um indivíduo, a pessoa pode ficar infetada. Nos seres humanos, os sintomas iniciais envolvem febre, dor de cabeça, fadiga, perda de apetite, mal-estar geral e náuseas. Os estágios mais avançados, contudo, incluem irritabilidade e ansiedade, sensibilidade extrema à luz, dificuldade para engolir alimentos, alucinações e convulsões. Já nos animais, salivação excessiva, agressividade incomum, alterações vocais e também sensibilidade à luz são alguns dos sintomas.
Notícia relevante: Vacina antirrábica administrada em 1.575 cães desde janeiro
Jornalista: Ivonia da Silva
Editor: Isaura Lemos de Deus




