OMS reafirma segurança das vacinas e rejeita ligação entre vacinação e autismo

DÍLI, 16 de setembro de 2026 (TATOLI) — A Organização Mundial de Saúde (OMS) reafirmou a segurança das vacinas infantis e garantiu que não existe evidência científica de que a vacinação cause autismo, segundo uma declaração do Diretor-Geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, divulgada esta segunda-feira.
A declaração surge depois de as autoridades dos Estados Unidos da América (EUA) terem anunciado alterações significativas à política de vacinação infantil, decisão que suscitou preocupação entre autoridades e organizações de saúde internacionais.
OMS alerta para divergências face à evidência científica
A OMS manifestou profunda preocupação com o facto de as novas orientações adotadas nos EUA não estarem alinhadas com as melhores evidências científicas disponíveis.

Segundo a imprensa local, a nova política reduz de 18 para 11 o número de doenças para as quais o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças recomenda a vacinação infantil.
No que diz respeito à vacina MMR, que protege contra o sarampo, a papeira e a rubéola, o documento recomenda a separação dos componentes da chamada vacina tríplice viral.
Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que décadas de provas científicas permitem determinar os períodos em que as crianças estão mais vulneráveis às doenças, quando as vacinas oferecem maior proteção, o número de doses necessárias e quais as vacinas que podem ser administradas com segurança.
Vacinas continuam a ser consideradas seguras
O Diretor-Geral da OMS sublinhou que o conhecimento científico é continuamente revisto à medida que surgem novos dados em todo o mundo. De acordo com a organização, os dados científicos disponíveis mantêm a conclusão de que as vacinas, incluindo a vacina tríplice viral, são seguras e não causam autismo.
Além de rejeitar alegações sem fundamento científico, a OMS alertou para os riscos de se alterar calendários de vacinação consolidados sem uma base técnica adequada.
Para Tedros Adhanom Ghebreyesus, atrasar a administração das doses ou aumentar o intervalo entre estas não torna o processo de vacinação mais seguro. Pelo contrário, pode deixar bebés e crianças expostos a doenças graves e potencialmente fatais durante períodos de maior vulnerabilidade.
Num apelo dirigido aos líderes mundiais, a OMS defendeu que as políticas públicas de vacinação devem ser orientadas por avaliações científicas rigorosas, independentes e transparentes, e não por interferências ou influências políticas.
Equipa da Tatoli

