DÍLI, 04 de junho de 2025 (TATOLI) — A Direção Nacional de Veterinária do Ministério da Agricultura, Pecuária, Pescas e Florestas (MAPPF) administrou, desde janeiro, a vacina antirrábica em 1.575 cães em Bobonaro, Covalima, Díli, Ermera, Liquiçá e Oé-Cusse.
“Registamos, desde o ano passado, 103 casos de raiva em cães, 56 dos quais em Bobonaro, 34 em Oé-Cusse e 13 em Covalima”, informou o Ministro da tutela, Marcos da Cruz, no Hotel Novo Turismo, em Díli.
O governante lembrou que a equipa do ministério continua a realizar uma campanha de sensibilização junto da comunidade, através da distribuição de panfletos e da partilha de vídeos, de modo a aumentar o conhecimento sobre a importância da prevenção da raiva.
“Peço aos proprietários de cães que se dirijam a centros veterinários para que os animais sejam vacinados. Caso alguém seja mordido por cães, tem de se dirigir de imediato a um centro de saúde para tomar a vacina antirrábica”, referiu.
Recorde-se que a Direção Nacional de Veterinária tinha administrado, no ano passado, a vacina antirrábica em 48.745 cães, em 3.530 gatos e em 249 macacos, após o Governo australiano ter disponibilizado a Timor-Leste cerca de 200 mil doses de vacinas para prevenir a propagação da doença.
A raiva afeta o sistema nervoso e central dos animais infetados com o vírus, sendo transmitida para o ser humano por meio da saliva daqueles. Se um animal, por exemplo um cão, estiver infetado com raiva e morder um indivíduo, a pessoa pode ficar infetada. Nos seres humanos, os sintomas iniciais envolvem febre, dor de cabeça, fadiga, perda de apetite, mal-estar geral e náuseas. Os estágios mais avançados, contudo, incluem irritabilidade e ansiedade, sensibilidade extrema à luz, dificuldade para engolir alimentos, alucinações e convulsões. Já nos animais, salivação excessiva, agressividade incomum, alterações vocais e também sensibilidade à luz são alguns dos sintomas.
Notícia relevante: Raiva causa três vítimas mortais
Jornalista: Jesuína Xavier
Editora: Isaura Lemos de Deus




