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ECONOMIA, DÍLI

Timor-Leste pode ser exceção na política restritiva de exportação de arroz indiano

Timor-Leste pode ser exceção na política restritiva de exportação de arroz indiano

Ministro dos Negócios Estrangeiros indiano, Rajkumar Rajan Singh. Foto da Tatoli/António Daciparu.

DÍLI, 03 de outubro (TATOLI) – Em julho, a Índia, maior exportador mundial de arroz, proibiu as exportações de arroz. Contudo, ao que tudo indica, aquela nação poderá estar disposta a abrir uma exceção a Timor-Leste. A informação foi veiculada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros indiano, Rajkumar Rajan Singh, após se ter reunido com o Ministro do Comércio e Indústria timorense, Filipus Nino Pereira.

“De facto, estamos a limitar as exportações de arroz para o resto do mundo, porque no ano passado a nossa produção caiu. Dado que Timor-Leste pretende importar arroz, sugiro que o Executivo timorenses aborde a questão com o Governo indiano para se encontrar uma solução benéfica para ambas as nações”, afirmou Rajkumar Rajan Singh, na Praia dos Coqueiros, em Díli.

A este respeito, Filipe Nino Pereira sublinhou que o Executivo timorense já se encontra em fase de negociações para celebrar um acordo com o Governo indiano, tal como com o Vietname, o Camboja e a Tailândia, para exportar arroz e, deste modo, satisfazer as necessidades internas.

Além da questão da exportação de arroz, os dois governantes discutiram também políticas para desenvolver a indústria em Timor-Leste. Para Filipus Nino Pereira, o Governo timorense deve manter a cooperação no comércio, indústria e outros setores, uma vez que a Índia é um dos maiores países exportadores do mundo, a par da Tailândia, do Vietname, do Paquistão e dos Estados Unidos da América.

Recorde-se que, tendo em conta o grande aumento do preço do arroz (chegando a 18,5 dólares em Díli e até 22 em alguns municípios), foi aprovada, no mês passado, em Conselho de Ministros, uma medida de intervenção temporária de subsidiação dos importadores e produtores/armazenadores locais, visando contribuir para uma estabilização dos preços do arroz nos retalhistas, diminuindo o seu preço e, desse modo, contribuir para a satisfação das necessidades alimentares da população cujo poder de compra, na sua maioria, não está nivelado com os preços atuais do arroz no mercado interno.

Notícia relevante: Aprovada medida de intervenção no preço do arroz que o faz ter um custo de 50 centavos por quilo nas lojas

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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