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Governo esclarece que produção de Bayu-Undan terminou em junho de 2025 e negoceia nova utilização das infraestruturas

O Ministro do Petróleo e Recursos Minerais, Francisco Monteiro. Foto da Tatoli/Francisco Guterres.

DÍLI, 31 de julho de 2026 (TATOLI) – O Governo esclareceu, hoje, que a produção do campo petrolífero Bayu-Undan cessou oficialmente a 4 de junho de 2025, afirmando que as informações recentemente divulgadas nas redes sociais dizem apenas respeito aos procedimentos técnicos realizados após o encerramento da produção e não representam qualquer novo desenvolvimento.

O Ministro do Petróleo e Recursos Minerais, Francisco Monteiro, explicou que o Executivo recebeu uma notificação oficial da Santos, operadora de Bayu-Undan, e dos respetivos parceiros, confirmando o fim da produção.

“Importa esclarecer que a produção de Bayu-Undan terminou a 4 de junho de 2025. Recebemos uma notificação oficial da Santos, enquanto operadora, e dos seus parceiros. Desde essa data, a produção cessou totalmente, pelo que o Estado timorense deixou de receber receitas provenientes deste campo”, afirmou o governante, em conferência de imprensa, realizada no Farol, em Díli.

Segundo Francisco Monteiro, as informações que circulam nas redes sociais referem-se às etapas técnicas obrigatórias que antecedem o processo de desmantelamento das infraestruturas.

O ministro explicou que, ao abrigo dos contratos em vigor, a Santos e os seus parceiros são obrigados a executar um conjunto de operações técnicas antes do início do desmantelamento, processo que será realizado de forma faseada e sujeito à aprovação da Autoridade Nacional do Petróleo.

Acrescentou que o Governo não pretende desmantelar, para já, todas as infraestruturas de Bayu-Undan, uma vez que decorrem negociações com a Santos e com os seus parceiros para avaliar uma nova utilização do campo.

“Estamos a discutir intensivamente a possibilidade de aproveitar as reservas de gás ainda existentes em Bayu-Undan, em conjunto com as reservas do campo Chuditch e de outros campos vizinhos. O objetivo é transportar esse gás, através de um gasoduto, até Natarbora, para apoiar o desenvolvimento da indústria de transformação em Timor-Leste”, explicou.

O governante salientou que esta proposta difere do modelo anterior, no qual o gás era exportado por gasoduto para a Austrália, sistema que terminou com o encerramento da produção em junho do ano passado.

Relativamente ao vídeo divulgado nas redes sociais, que mostra o corte de energia numa das instalações de Bayu-Undan, Francisco Monteiro afirmou tratar-se de um procedimento normal associado ao encerramento das operações.

“As imagens mostram, muito provavelmente, a sala de controlo. Trata-se de um procedimento normal no âmbito da suspensão das operações”, esclareceu.

O ministro revelou ainda que o Executivo pretende retomar a produção de gás em Bayu-Undan dentro de três a quatro anos, através de um novo modelo que integrará as reservas de Bayu-Undan e de Chuditch.

Paralelamente, a Santos manifestou interesse em desenvolver um projeto de Captura e Armazenamento de Carbono em Bayu-Undan. O Governo está a preparar uma abordagem integrada que servirá de base às negociações com a empresa.

Francisco Monteiro acrescentou que a unidade flutuante de armazenamento e descarga (Floating Storage and Offloading Unit – FSO) já entrou em processo de remoção, enquanto as restantes infraestruturas permanecerão no local até que o Executivo defina a estratégia de longo prazo para o desenvolvimento de Bayu-Undan.

“O processo de desmantelamento será realizado por fases e deverá prolongar-se por cerca de cinco anos. A remoção dos equipamentos será efetuada em conformidade com o previsto nos contratos celebrados”, concluiu.

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Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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