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OMS apela à inclusão das pessoas com experiência vivida na definição das políticas de saúde mental

Foto: Pixabay

DÍLI, 12 de outubro de 2026 (TATOLI) – A Organização Mundial de Saúde (OMS) defende o envolvimento efetivo das pessoas com experiência vivida de problemas de saúde mental na definição de políticas, na conceção de serviços e nos processos de decisão que afetam as suas vidas, apelando à passagem da escuta à ação.

No âmbito do Dia Mundial da Saúde Mental, assinalado a 10 de outubro, a campanha deste ano destaca a importância de reconhecer os conhecimentos e as experiências destas pessoas como contributos fundamentais para a melhoria dos serviços e das políticas de saúde mental.

De acordo com a mensagem da campanha, muitas pessoas são convidadas a partilhar as suas experiências, mas acabam por ser excluídas dos processos de decisão. Por isso, a participação efetiva deve ir além da escuta, garantindo oportunidades reais para influenciar decisões e contribuir para a conceção dos serviços.

Este envolvimento pode reforçar as iniciativas lideradas por pares, combater o estigma e promover a responsabilização, tornando os sistemas de saúde mental mais centrados nas pessoas, mais assentes nos direitos humanos e mais capazes de responder às necessidades das comunidades.

Outra prioridade destacada é a transição dos cuidados prestados em instituições psiquiátricas de longa permanência para serviços de saúde mental de base comunitária e centrados na pessoa.

A OMS alerta que estas instituições podem favorecer o isolamento e estar associadas a cuidados de qualidade insuficiente, práticas coercivas e violações dos direitos humanos.

Neste sentido, a desinstitucionalização exige um planeamento rigoroso e a reorganização do financiamento, dos serviços e dos mecanismos de apoio, de modo a garantir que as pessoas possam viver nas suas comunidades e beneficiar de cuidados adequados.

A organização anunciou ainda que irá publicar orientações práticas sobre a desinstitucionalização, em resposta a esta prioridade.

A campanha deste ano apela, assim, à construção de sistemas de saúde mental com a participação ativa de pessoas com experiência vivida, em vez de desenvolver serviços exclusivamente destinados a elas, sem a sua intervenção.

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Equipa da Tatoli

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