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Julho marcado por calor extremo, seca e inundações em várias partes do mundo

Foto:OMM/Guillaume Louÿs

DÍLI, 14 de agosto de 2026 (TATOLI) – O calor extremo, a seca persistente e os incêndios florestais marcaram o verão em várias regiões do Hemisfério Norte, enquanto chuvas intensas e inundações provocaram mortes e deslocações noutras partes do mundo.

De acordo com dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos da América (NOAA, em inglês), julho de 2026 foi tão quente como julho de 2024, igualando o recorde de temperatura mais elevada registado neste mês.

As avaliações do Serviço de Alterações Climáticas Copernicus confirmam também temperaturas excecionalmente elevadas em julho, com a temperatura média do ar à superfície 1,47 °C acima da referência pré-industrial, o ponto de comparação usado pelos cientistas para medir o aquecimento global.

As temperaturas globais da superfície do mar atingiram igualmente, em julho, o nível mais elevado de que há registo para este mês, de acordo com os dados das duas agências meteorológicas.

Na região tropical do Pacífico, registaram-se temperaturas elevadas, numa área onde estão presentes condições associadas ao fenómeno El Niño. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), estas condições deverão intensificar-se nos próximos meses.

A Europa Ocidental registou o período entre junho e julho mais quente de que há registo. A tendência de temperaturas elevadas prolongou-se até agosto, com alguns países a enfrentarem a quarta onda de calor desde maio.

Fora da Europa, regiões do norte do Canadá e dos Estados Unidos da América, do Corno de África, da Sibéria, do centro e sul da Ásia, da China, da Argentina e do Brasil registaram níveis de precipitação inferiores à média.

A OMM alerta que o calor extremo, os níveis excecionalmente baixos de humidade no solo e a seca estão a provocar impactos graves nos ecossistemas e na agricultura, aumentando também o risco de incêndios florestais nas regiões afetadas.

Em sentido contrário, várias zonas da África Ocidental registaram chuvas intensas e inundações. Situação semelhante verificou-se em vários países do Sudeste Asiático, onde comunidades enfrentaram cheias repentinas e deslizamentos de terras provocados por precipitação extrema.

Na Índia, as inundações associadas às monções já provocaram a morte de dezenas de pessoas. O departamento meteorológico do país prevê ainda precipitação intensa nas regiões central e noroeste durante esta semana.

No Bangladesh, o distrito de Cox’s Bazar esteve entre as zonas mais afetadas pelas inundações em julho. A região acolhe campos de abrigo que servem de refúgio a quase um milhão de refugiados.

No Afeganistão, também foram registadas cheias repentinas, agravando a crise humanitária que afeta o país.

A OMM sublinha que a sucessão de fenómenos meteorológicos e climáticos de grande impacto reforça a necessidade de serviços fiáveis de monitorização e previsão, bem como de sistemas de alerta atempado para proteger as comunidades.

Equipa da Tatoli

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