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Ramos-Horta inaugura Central de Produção de Betão em Tíbar

Ramos-Horta inaugura Central de Produção de Betão em Tíbar

Foi hoje inaugurada Central de Produção de Betão da empresa chinesa Timor Qing-Kun Building Material & Engineering, em Tíbar, Liquiçá. Foto: Arminda Fonseca

LIQUIÇÁ, 20 de julho de 2026 (TATOLI) – O Presidente da República, José Ramos-Horta, inaugurou hoje a Central de Produção de Betão da empresa chinesa Timor Qing-Kun Building Material & Engineering, em Tíbar, Liquiçá.

O Diretor da empresa, Lin Kun, agradeceu ao Governo e à comunidade de Liquiçá pelo apoio prestado à concretização do projeto, que considera um importante contributo para o desenvolvimento económico do país.

Segundo o responsável, a empresa foi criada no âmbito da cooperação entre Timor-Leste e a China e o investimento já ultrapassa os oito milhões de dólares americanos.

“Concluímos o registo da empresa, a construção do edifício administrativo, a definição da área da pedreira e a instalação completa da linha de produção de betão. Estão igualmente concluídos os preparativos para a fábrica de processamento de areia e brita, bem como para a unidade de componentes pré-fabricados”, afirmou Lin Kun.

A empresa prevê iniciar oficialmente as operações ainda este mês. Atualmente, dispõe de duas linhas de produção de betão, consideradas das maiores em capacidade produtiva em Timor-Leste e na região da Associação das Nações do Sudeste Asiático.

A capacidade de produção atinge os cerca de cinco mil metros cúbicos por dia, o que permitirá apoiar projetos nacionais de infraestruturas, incluindo estradas, pontes e outras obras de interesse social.

Segundo o responsável, a empresa poderá fornecer betão de elevada qualidade, com níveis de resistência entre 10 e 80 MPa, adequados a projetos de construção de pequena, média e grande dimensão.

Lin Kun adiantou ainda que a empresa pretende introduzir gradualmente novos produtos, como componentes pré-fabricados, painéis de parede em betão e estacas pré-esforçadas. Os planos incluem igualmente a criação de uma fábrica local de cimento, uma unidade de produção de aço e outras infraestruturas industriais ligadas ao setor da construção.

O responsável revelou também que a empresa prevê investir mais de 100 milhões de dólares em projetos de desenvolvimento imobiliário e na criação de uma cadeia industrial de materiais de construção destinada a apoiar o desenvolvimento das infraestruturas nacionais.

Segundo Lin Kun, quando o projeto estiver plenamente operacional, deverão ser criados mais de 200 postos de trabalho diretos e mais de 100 indiretos nos setores de materiais de construção, logística e serviços. “Estes empregos irão beneficiar a comunidade local e contribuir para o crescimento da economia da região”, afirmou.

O dirigente salientou ainda que o projeto foi desenvolvido com rapidez, tendo decorrido menos de um mês entre a aprovação inicial e a disponibilização dos fundos. A construção principal ficou concluída em seis meses e já foram realizados testes de produção.

Lin Kun sublinhou que a empresa não recebeu quaisquer subsídios governamentais, sendo todo o investimento financiado por capitais próprios, sem recurso a financiamento externo.

O responsável destacou igualmente que o projeto foi implementado em conformidade com as leis e regulamentos de Timor-Leste. Todos os materiais utilizados foram aprovados pelo laboratório nacional, as fórmulas de betão validadas e os equipamentos de medição devidamente registados e certificados.

A conformidade fiscal constitui, segundo Lin Kun, um princípio fundamental da empresa, que assegura o cumprimento da legislação tributária nacional e o pagamento dos impostos dentro dos prazos estabelecidos.

“A empresa mantém o compromisso com a excelência na qualidade, a integridade nos negócios, a criação de emprego e o serviço à população. O nosso objetivo é contribuir para benefícios económicos e sociais sustentáveis em Timor-Leste e tornar-nos uma empresa de referência na indústria nacional do betão”, declarou.

A empresa reiterou ainda o compromisso de continuar a investir no país e de contribuir para a modernização industrial, o crescimento económico e o fortalecimento das relações de amizade entre Timor-Leste e a China.

Por sua vez, José Ramos-Horta considerou que a empresa está alinhada com a estratégia governamental de diversificação económica e de redução da dependência das importações.

“Isto representa uma melhoria da preparação técnica e profissional dos timorenses, cria oportunidades de emprego e reduz os custos de importação. Além disso, acelera a execução dos projetos, uma vez que deixa de ser necessário esperar que todos os materiais venham do exterior”, afirmou.

O Chefe de Estado acrescentou que tem incentivado investidores da China, da Indonésia, de Singapura, do Japão, da Coreia do Sul e de outros países a aproveitarem as oportunidades existentes em Timor-Leste, trabalhando em parceria com o Estado, com o Governo e com os empresários timorenses para promover o desenvolvimento nacional.

Jornalista: Arminda Fonseca/Traduções: Equipa da Tatoli

Editora: Maria Auxiliadora

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