BOBONARO, 6 de janeiro de 2026 (TATOLI) – As chuvas torrenciais ocorridas ontem, por volta das 6h, provocaram inundações que afetaram a comunidade da aldeia de Miguir, situada no posto administrativo de Atabae, em Bobonaro.
De acordo com o Chefe da aldeia de Miguir, José Angelino, as cheias ocorreram pela estreiteza da ponte de Miguir, que dificulta o escoamento das águas da chuva. A situação foi ainda agravada pelas árvores e pelos detritos arrastados pelas chuvas, que obstruíram a ponte.
José Angelino relatou ainda que inundações semelhantes ocorreram em 18 de novembro de 2025, devido ao mesmo problema estrutural. “Antes, o volume de água não era tão elevado, mas agora, com a chuva de hoje, o volume aumentou consideravelmente”, afirmou o líder comunitário à Tatoli.
Segundo informações fornecidas pelas autoridades locais, nove casas foram afetadas pelas cheias, bem como plantações e espaços comerciais no mercado de Miguir. “Os utensílios de cozinha, móveis e outros pertences das nove casas foram levados pela água. As estruturas das casas e os telhados sofreram danos significativos. As barracas do mercado também foram completamente destruídas”, relatou José Angelino.
O líder comunitário fez ainda um apelo às entidades responsáveis para que procurem uma solução para resolver o bloqueio na ponte, uma vez que, caso a situação persista, novas inundações poderão ocorrer devido ao volume excessivo de água.
Por sua vez, o Coordenador de Infraestruturas do Ministério das Obras Públicas de Bobonaro, Fernando de Fátima, afirmou que a sua equipa esteve no terreno a fazer um levantamento para apurar as causas das inundações. De acordo com o responsável, a estreiteza da ponte não é a principal causa das cheias.
“Muitas vezes, a comunidade, ao retirar os akar das palmeiras, deixa indevidamente restos de palmeira espalhados. Quando chove, esses resíduos vão para a ribeira e, como a drenagem é insuficiente, as casas acabam por ser inundadas”, explicou.
Fernando de Fátima salientou que uma equipa de bombeiros já se encontra no local a trabalhar em conjunto com a comunidade para remover a terra que bloqueia a ponte e minimizar os danos causados pelas inundações.
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Jornalista: Sergio da Cruz/Tradução: Equipa da Tatoli
Editora: Maria Auxiliadora




