Contribuição tailandesa fortalece trabalho de tecedeiras e artesãs timorenses

DÍLI, 12 de agosto de 2026 (TATOLI) – O Governo da Tailândia disponibilizou 3.100 dólares americanos à Fundação Alola para apoiar um programa de capacitação e empoderamento económico das mulheres.
O Embaixador da Tailândia em Timor-Leste, Atipat Rojanapaibulya, destacou que o país tem apoiado a Fundação Alola desde 2012, contribuindo com recursos financeiros e materiais para iniciativas nas áreas de saúde pública, educação e desenvolvimento económico.
Este apoio recente é direcionado a grupos vulneráveis, com o objetivo de desenvolver competências, melhorar a qualidade dos produtos artesanais e aumentar os rendimentos das artesãs e das suas famílias, reforçando o papel da mulher no desenvolvimento comunitário.
“Timor-Leste já é membro da ASEAN [Associação das Nações do Sudeste Asiático]. Por isso, não podemos deixar nenhum membro para trás. Temos de os ajudar para avançarmos juntos”, afirmou o Embaixador aos jornalistas, esta terça-feira, no Farol, Díli.
Por sua vez, a Diretora-Executiva da Fundação Alola, Maria Imaculada Guterres, agradeceu o apoio contínuo da Embaixada da Tailândia, salientando que a instituição tem recebido apoio anual para reforçar a capacidade económica dos grupos de mulheres em todo o país.
Segundo Maria Imaculada Guterres, a contribuição será utilizada para capacitar os grupos de artesãs, através da melhoria da qualidade dos produtos artesanais, da diversificação da produção, e do aumento do seu acesso ao mercado, com participação nas feiras semestrais e na feira de Natal organizadas pela Fundação Alola.
A diretora-executiva destacou ainda que “este apoio também permitirá à Fundação Alola dar espaço às nossas mães tecedeiras e artesãs para participarem nas feiras que a Fundação organiza duas vezes por ano, na Páscoa e no Natal”, afirmou.
A responsável acrescentou que as feiras permitem às artesãs obter rendimentos para melhorar a economia das suas famílias e apoiar a educação dos seus filhos, reforçando, deste modo, o impacto social do programa.
Desde 2003, a Fundação Alola criou grupos de tecelãs de tais representativos dos municípios de Timor-Leste, que ao longo dos anos têm participado em ações de capacitação, sobretudo nas áreas da qualidade dos produtos, hospitalidade e diversificação dos artigos que fabricam.
A dirigente esclareceu ainda que o orçamento disponibilizado pela Tailândia não será distribuído diretamente pelos grupos, mas sim utilizado para ações de formação e para a organização de feiras de artesanato, garantindo que o apoio seja aplicado de forma estruturada e sustentável.
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Jornalista: Osória Marques/Tradução: Equipa da Tatoli
Editor: Xisto Freitas

