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Comunidade de Meligo pede construção de muro para travar cheias

Comunidade de Meligo pede construção de muro para travar cheias

Foto de Sérgio da Cruz

BOBONARO, 11 de dezembro de 2025 (TATOLI) – A comunidade de Meligo, no posto administrativo de Cailaco, em Bobonaro, apelou ao Ministério das Obras Públicas (MOP) que construísse um muro de proteção na ribeira de Osola, a fim de conter o caudal e evitar futuras inundações durante a época das chuvas.

O pedido foi apresentado pelo Chefe do Suco de Meligo, Duarte Soares, depois de, no dia 10 de dezembro, fortes chuvas terem provocado uma inundação que afetou seis agregados familiares e danificou várias plantações.

“Nunca tivemos uma inundação desta dimensão, é a primeira vez. O problema é que o curso de água passa pela zona alta e as casas estão construídas num ponto mais baixo. A comunidade vive aqui desde a ocupação indonésia. Nunca esperamos que um desastre assim pudesse acontecer, mas o clima está a mudar”, disse Duarte Soares à Tatoli.

Aproveitando a oportunidade, o Chefe do Suco agradeceu à Autoridade de Proteção Civil (APC) e ao Serviço Municipal de Proteção Civil de Bobonaro pela rápida resposta e pela entrega de bens de primeira necessidade às famílias afetadas.

Segundo uma das responsáveis do Posto Administrativo de Cailaco, Isabel Soares, o Presidente da Autoridade Municipal de Bobonaro vai receber uma proposta para a construção de um muro de proteção, com vista ao seu encaminhamento para o MOP, uma vez que a zona se encontra em situação de risco e poderá voltar a registar inundações no futuro.

“Se não agirmos rapidamente, quando vierem chuvas fortes, estas casas continuarão vulneráveis. A força da água que desce da parte alta pode novamente destruir habitações”, alertou.

Por sua vez, o Comandante da APC de Bobonaro, Zeca Michael Lopes, explicou que se irá coordenar com o Presidente da Autoridade Municipal para encontrar uma solução que permita normalizar o fluxo da ribeira de Osola.

“O aumento do caudal deve-se ao facto de a água estar a passar acima do nível das casas. Prevemos que o impacto continue, se o problema não for resolvido. Precisamos de alguns equipamentos para evitar que novas inundações ocorram quando voltar a chover forte. Aconselho também a comunidade a procurar locais seguros sempre que houver risco de inundação”, reforçou.

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Jornalista: Sérgio da Cruz/Tradução: Equipa da Tatoli

Editora: Maria Auxiliadora

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