BOBONARO, 11 de dezembro de 2025 (TATOLI) – A comunidade de Meligo, no posto administrativo de Cailaco, em Bobonaro, apelou ao Ministério das Obras Públicas (MOP) que construísse um muro de proteção na ribeira de Osola, a fim de conter o caudal e evitar futuras inundações durante a época das chuvas.
O pedido foi apresentado pelo Chefe do Suco de Meligo, Duarte Soares, depois de, no dia 10 de dezembro, fortes chuvas terem provocado uma inundação que afetou seis agregados familiares e danificou várias plantações.
“Nunca tivemos uma inundação desta dimensão, é a primeira vez. O problema é que o curso de água passa pela zona alta e as casas estão construídas num ponto mais baixo. A comunidade vive aqui desde a ocupação indonésia. Nunca esperamos que um desastre assim pudesse acontecer, mas o clima está a mudar”, disse Duarte Soares à Tatoli.
Aproveitando a oportunidade, o Chefe do Suco agradeceu à Autoridade de Proteção Civil (APC) e ao Serviço Municipal de Proteção Civil de Bobonaro pela rápida resposta e pela entrega de bens de primeira necessidade às famílias afetadas.
Segundo uma das responsáveis do Posto Administrativo de Cailaco, Isabel Soares, o Presidente da Autoridade Municipal de Bobonaro vai receber uma proposta para a construção de um muro de proteção, com vista ao seu encaminhamento para o MOP, uma vez que a zona se encontra em situação de risco e poderá voltar a registar inundações no futuro.
“Se não agirmos rapidamente, quando vierem chuvas fortes, estas casas continuarão vulneráveis. A força da água que desce da parte alta pode novamente destruir habitações”, alertou.
Por sua vez, o Comandante da APC de Bobonaro, Zeca Michael Lopes, explicou que se irá coordenar com o Presidente da Autoridade Municipal para encontrar uma solução que permita normalizar o fluxo da ribeira de Osola.
“O aumento do caudal deve-se ao facto de a água estar a passar acima do nível das casas. Prevemos que o impacto continue, se o problema não for resolvido. Precisamos de alguns equipamentos para evitar que novas inundações ocorram quando voltar a chover forte. Aconselho também a comunidade a procurar locais seguros sempre que houver risco de inundação”, reforçou.
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Jornalista: Sérgio da Cruz/Tradução: Equipa da Tatoli
Editora: Maria Auxiliadora




