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DÍLI, LEI

Legalizados estatutos da Associação de Tecedeiras de Timor-Leste

Legalizados estatutos da Associação de Tecedeiras de Timor-Leste

Imagem Tatoli/Francisco Sony.

DÍLI, 22 de novembro de 2023 (TATOLI) – Medida importante foi tomada para a proteger e preservar a autenticidade do Tais de Timor-Leste como património cultural, bem como para estimular o rendimento das famílias produtoras daquele artefacto cultural. Tratou-se da legalização dos estatutos da Associação de Tecedeiras de Timor-Leste, Rede Soru Na’in, por parte da Direção Nacional dos Registos e Notariado do Ministério da Justiça. A informação foi revelada pela Presidente da associação, Luciana Guterres.

A dirigente destacou que a legalização o estatuto do grupo contou com o apoio da ONU Mulher, em parceria com a Timor Aid e a Fundação Alola, com o intuito de preservar e proteger o Tais, na qualidade de produto intrínseco da identidade cultural original de Timor-Leste. O Tais foi reconhecido como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO a 14 de dezembro de 2021, passando a ser celebrado anualmente nesta data o Dia Nacional do Tais.

A responsável explicou que a associação conta com cerca de 600 tecelãs provenientes dos municípios de Baucau, Bobonaro, Covalima, Lautém, Viqueque e da Região Administrativa de Especial Oé-Cusse Ambeno (RAEOA).

Luciana Guterres acrescentou que a criação da associação visou apoiar o fortalecimento  económico dos produtores e facilitar-lhes o acesso aos mercados, a recursos financeiros e a ajuda no desenvolvimento de oportunidades de negócio. Frisou ainda que a associação se opõe firmemente a estrangeiros e a qualquer país que pretenda imitar a originalidade do Tais timorense.

Também a Consultora Internacional da ONU Mulheres para o Empoderamento Económico, Joana Coelho, afirmou que, em 2018, a organização trabalhou em parceria com a Timor Aid e a Fundação Alola para iniciar a desenvolver a Rede de Tecelãs de Tais e apontou uma das vantagens desta formalização legal: “As tecelãs são provenientes de zonas rurais e não têm acesso ao mercado mas com a criação da associação pode ser mais fácil venderem o seu produto de artesanato nos mercados”, defendeu Joana Coelho.

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Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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