DÍLI, 28 de agosto de 2020 (TATOLI) – O Ministro da Justiça (MJ), Manuel Cárceres, apelou a todas às autoridades locais que efetuassem o controlo da população, em particular das 746 famílias que virão a ser afetadas pelo projeto de construção do sistema de saneamento e drenagem de águas pluviais na cidade de Díli.
O pedido tem como objetivo impedir que os lesados possam construir novas habitações em terrenos do Estado.
“Apelo ao Presidente da Autoridade do Município de Díli e administradores de vários postos administrativos, nos locais onde será efetuada a expropriação, que controlem a população para evitar que sejam criados novos bairros em propriedade do Estado. Exemplo disso, é o surgimento de um novo bairro junto ao edifício do Ministério das Finanças”, disse o ministro.
Segundo o governante, o Executivo atribuiu já uma compensação à população de forma a procurar um lugar apropriado, que não em locais de risco.
Manuel Cárceres afirmou ainda que o Governo, por intermédio do Ministério das Obras Públicas, possui já um plano que prevê a criação de novos bairros destinados à população afetada.
O Ministério da Justiça já selecionou lugares, como em Hera e no antigo mercado de Comoro, entre outros, para o MOP levar a cabo um estudo e construir os novos bairros, no âmbito do programa de realojamento.
“Vamos retirar os nossos habitantes dos locais para os colocar em zonas já pré-definidas pelo Estado. A medida visa impedir que as pessoas criem por iniciativa própria novos bairros em propriedades que pertencem ao Estado”, concluiu.
Já o Diretor Nacional de Saneamento Básico, João de Piedade, revelou que o projeto vai afetar os postos administrativos de Na’in-Feto, Vera Cruz, Dom Aleixo e Cristo Rei.
“São 141 as famílias do posto administrativo de Na’in-Feto que serão afetadas pelo projeto. Além disso, 121 casas localizadas em Vera Cruz, 381 em Dom Aleixo e 153 habitações na zona do Cristo Rei sairão igualmente prejudicadas”, adiantou.
Notícia relevante: Governo cria GTI para projeto de construção de sistema de saneamento e drenagem em Díli
Jornalista: Nelia Fernandes
Editora: Maria Auxiliadora




