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Vietname manifesta disponibilidade para apoiar desenvolvimento do setor da educação em Timor-Leste

A Ministra da Educação, Dulce Soares, e a Embaixadora do Vietname em Timor-Leste, Pham Binh Dam, posam para uma fotografia com os membros da sua equipa, no final de um encontro, em Vila Verde, Díli. Foto: Afonso do Rosário

DÍLI, 5 de novembro de 2026 (TATOLI) – O Vietname manifestou disponibilidade para reforçar a cooperação com Timor-Leste no setor da educação, nomeadamente nas áreas da digitalização e do ensino da língua inglesa, no âmbito das relações bilaterais.

A intenção foi manifestada hoje pelo Embaixador vietnamita no país, Pham Binh Dam, após um encontro com a Ministra da Educação, Dulce Soares, em Díli, durante o qual foram discutidas oportunidades de cooperação entre os ministérios da tutela dos dois países.

O diplomata considera que Timor-Leste dispõe de grande potencial para desenvolver e melhorar o sistema educativo, assegurando a disponibilidade do Executivo vietnamita para cooperar em conformidade com as necessidades e prioridades nacionais e em articulação com outros parceiros de desenvolvimento.

O Embaixador destacou igualmente as relações históricas entre os dois países e o facto de ambos serem membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático como fatores favoráveis ao aprofundamento da cooperação.

Por sua vez, Dulce Soares explicou que o encontro deu seguimento aos contactos entre os dois ministérios, na sequência de um acordo de cooperação existente entre Díli e Hanói.

Segundo a governante, os dois países estão a constituir uma equipa conjunta para identificar e explorar oportunidades de cooperação em diferentes áreas do setor educativo.

Atualmente, o inglês integra o currículo nacional a partir do 7.º ano. Contudo, o Ministério da Educação pretende estudar a eventualidade de antecipar a sua introdução para os 5.º e 6.º anos, em 2027.

Dulce Soares acrescentou que o Embaixador vietnamita manifestou interesse em apoiar esta iniciativa através de um projeto-piloto numa escola a selecionar, com possibilidade de posterior expansão a outros estabelecimentos de ensino.

Questionada sobre a formação dos professores para assegurar o ensino da língua inglesa nos anos iniciais, a governante respondeu que a implementação dependerá da disponibilidade de recursos humanos e materiais, bem como da organização da carga horária escolar.

Salientou que a introdução da disciplina exige uma avaliação do atual currículo e do enquadramento legal, uma vez que poderá implicar alterações significativas na organização do ensino.

A ministra referiu ainda que uma das possibilidades em análise consiste em iniciar o projeto como atividade extracurricular nas escolas que já estejam preparadas para a sua implementação.

Notícia relevante:Ramos-Horta destaca reforço das relações entre Timor-Leste e Vietname

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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