Ramos-Horta defende justiça climática e apresenta cinco prioridades para COP31

DÍLI, 7 de outubro de 2026 (TATOLI) – O Presidente da República (PR), José Ramos-Horta, defendeu a necessidade de reforçar a justiça climática global e apresentou cinco prioridades para a 31.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP31), durante a Plenária de Líderes, realizada nas Fiji.
Na sua intervenção, o Chefe de Estado alertou para as desigualdades agravadas pela crise climática, salientando que os países mais vulneráveis e que menos contribuem para as emissões globais são frequentemente os mais afetados pelos impactos das alterações climáticas.

Ramos-Horta referiu ainda a sua recente visita a Tuvalu como um exemplo dos riscos enfrentados pelos pequenos Estados insulares do Pacífico, defendendo uma resposta internacional mais rápida e coordenada para fazer face às ameaças provocadas pela subida do nível do mar e por outros efeitos das alterações climáticas.
Perante os líderes presentes, o PR apresentou uma agenda de cinco pontos tendo em vista a COP31, defendendo uma passagem das promessas à implementação de medidas concretas.
Entre as prioridades apontadas está a manutenção do limite de 1,5 graus Celsius para o aumento da temperatura média global, que Ramos-Horta considerou uma linha vermelha que deve ser preservada.
O Chefe de Estado apelou igualmente à revisão do sistema internacional de financiamento climático, de forma a garantir que os recursos cheguem de forma mais rápida aos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento e aos Países Menos Desenvolvidos.
A mobilização de recursos para responder às perdas e aos danos causados pelas alterações climáticas constitui outra das prioridades apresentadas pelo Chefe de Estado, que defendeu também a necessidade de reforçar a proteção dos oceanos.
Ramos-Horta destacou ainda a importância de salvaguardar a soberania dos Estados e os seus direitos marítimos ao abrigo da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.
Segundo o PR, a subida do nível do mar não deve pôr em causa a existência jurídica dos Estados insulares nem os seus direitos ao abrigo do direito internacional.
Ramos-Horta reafirmou também o compromisso de Timor-Leste com os países da região do Pacífico e manifestou a intenção de levar as preocupações dos Estados insulares às negociações climáticas internacionais.
O Chefe de Estado apelou, por fim, aos líderes mundiais para que transformem os compromissos assumidos ao longo dos últimos anos em medidas concretas destinadas a proteger as comunidades mais vulneráveis e a reduzir os riscos associados às alterações climáticas.
Equipa da Tatoli

