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OMS pede maior compromisso com financiamento sustentável da organização

Está a decorrer até ao dia 10 de setembro, em Díli, a 79.ª Sessão do Comité Regional da OMS para o Sudeste Asiático. Foto da Tatoli/António Daciparu

DÍLI, 7 de setembro de 2026 (TATOLI) – O Diretor-Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, apelou hoje aos Estados-Membros para reforçarem o financiamento sustentável da organização e apoiarem a reforma da arquitetura mundial da saúde.

A declaração foi feita durante a abertura da 79.ª Sessão do Comité Regional da OMS para o Sudeste Asiático, que decorre até 10 de setembro, em Díli.

Na ocasião, o dirigente salientou que os cortes no financiamento internacional da saúde registados no último ano expuseram fragilidades na atual arquitetura mundial da saúde.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, os Estados-Membros da OMS deram, durante a Assembleia Mundial da Saúde realizada em maio deste ano, mandato ao Secretariado para conduzir um processo conjunto de reforma da arquitetura mundial da saúde, assente numa abordagem centrada nos países, inclusiva e transparente.

O responsável informou que foi criada uma força-tarefa para conduzir este processo, que deverá apresentar o seu relatório ainda este ano.

Tedros Adhanom Ghebreyesus pediu igualmente aos Estados-Membros que aprovem o próximo aumento das suas contribuições para a OMS, sublinhando que os incrementos anteriores ajudaram a tornar a organização mais resiliente, mais independente e a mitigar o impacto dos cortes no financiamento.

O dirigente defendeu ainda a consolidação das reformas internas realizadas pela OMS, com o objetivo de tornar a organização mais eficiente, mais focada e mais capaz de cumprir o seu mandato central. “Uma OMS mais eficiente e focada estará mais bem posicionada para servir os Estados-Membros com neutralidade, com imparcialidade e com integridade”, afirmou.

Outro dos pedidos apresentados pelo Diretor-Geral foi o envolvimento ativo dos Estados-Membros no processo de reforma da arquitetura mundial da saúde. Pediu igualmente à conclusão das negociações sobre o acordo sobre pandemias, para que este possa avançar para o processo de ratificação e, posteriormente, entrar em vigor.

O dirigente destacou também os progressos alcançados na Região do Sudeste Asiático, incluindo o aumento de 70% na densidade de médicos, enfermeiros e parteiras ao longo da última década. Contudo, salientou que vários países continuam a enfrentar défices de profissionais de saúde,  defendendo que o debate regional deve agora centrar‑se não apenas na formação de mais profissionais, mas também na distribuição, nas competências e na capacidade de prestar cuidados especializados às populações mais vulneráveis.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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