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China doa cerca de 15 mil dólares à Associação Café Timor para apoiar produtores

A Embaixada da China em Timor-Leste doou hoje cem mil yuans, o equivalente a cerca de 15 mil dólares americanos, à ACT. Foto da Tatoli: António Daciparu

DÍLI, 8 de setembro de 2026 (TATOLI) – A Embaixada da China em Timor-Leste doou hoje cem mil yuans, o equivalente a cerca de 15 mil dólares americanos, à Associação Café Timor (ACT), para apoiar os produtores e contribuir para a melhoria das condições de produção de café no país.

A cerimónia de entrega do donativo teve lugar em Fatuhada, Díli, com a presença do Conselheiro Económico e Comercial da Embaixada da China chinesa, Zhao Suocheng, do Diretor-Geral da Indústria do Ministério do Comércio e Indústria, Jorge Ferreira, do Presidente da ACT, Daniel Leong, e de representantes do setor cafeeiro e de empresas chinesas.

Intervindo no evento, Zhao Suocheng explicou que parte do fundo será destinado aos produtores de café, através da aquisição de instrumentos básicos de produção, incluindo tesouras de poda e máquinas para a secagem do café.

Segundo o responsável, o apoio pretende contribuir para melhorar as condições de produção dos agricultores e, consequentemente, elevar a qualidade do café timorense.

Zhao Suocheng salientou que esta iniciativa dá continuidade ao apoio China ao desenvolvimento da indústria cafeeira de Timor-Leste, considerando que o café constitui uma importante cultura e um dos principais produtos de exportação do país.

“É uma indústria com um grande número de participantes e uma ampla abrangência, desempenhando um papel importante no aumento dos rendimentos das famílias, na diversificação económica e no desenvolvimento sustentável”, referiu.

Neste contexto, o Conselheiro Económico e Comercial destacou que o Governo chinês atribui grande importância à cooperação com Timor-Leste no setor do café, procurando reforçar a colaboração ao longo de toda a cadeia de valor, bem como na formação de recursos humanos, no intercâmbio técnico, na promoção dos produtos e no desenvolvimento de mercados.

Além da formação sobre técnicas de cultivo, a cooperação inclui também formação em processamento de café, doação de alguns equipamentos e intercâmbio de experiências entre os intervenientes dos dois países.

O responsável afirmou que, este ano, Pequim continuará a apoiar a participação da ACT na China International Import Expo e na China-ASEAN Expo, nomeadamente através da disponibilização de espaços de exposição e da promoção do café timorense junto dos consumidores chineses.

A aposta na promoção daquele produto está também relacionada com o potencial do mercado chinês, que, segundo Zhao Suocheng, tem registado um rápido crescimento nos últimos anos.

Os produtos locais. Foto da Tatoli/António Daciparu

O conselheiro considerou que o café orgânico de Timor-Leste, pela qualidade, pelo sabor e pela reputação internacional, apresenta boas perspetivas para conquistar uma maior presença no mercado chinês, reafirmando o compromisso de continuar a trabalhar com instituições timorenses e com a ACT para fortalecer a cooperação no setor.

“Vamos continuar a reforçar a cooperação com os Ministérios do Comércio e Indústria e da Agricultura, Pecuária, Pescas e Florestas e com a ACT, melhorar os mecanismos de comunicação e coordenação e realizar formações sobre cultivo e processamento de café”, afirmou.

Zhao Suocheng salientou que a China continuará a apoiar os esforços de Timor-Leste para desenvolver a indústria cafeeira, melhorar os meios de subsistência dos agricultores e ampliar o acesso do café timorense ao mercado chinês.

Por sua vez, o Presidente da ACT, Daniel Leong, agradeceu o apoio contínuo da Embaixada chinesa, salientando a importância da cooperação para ligar os produtores timorenses ao mercado chinês.

Os produtos locais. Foto da Tatoli/António Daciparu

“Com o forte relacionamento e apoio da Embaixada da China, estamos a ajudar todos os intervenientes, desde os agricultores até aos consumidores e ao mercado na China”, explicou.

Daniel Leong acrescentou que a associação assume a responsabilidade de trabalhar com os produtores para aumentar a qualidade e a produção do café, de forma a aproveitar as oportunidades existentes no mercado chinês.

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Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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