Trabalhadores timorenses do BRI em greve

DÍLI, 15 de julho de 2025 (TATOLI) – A Confederação de Sindicatos de Timor-Leste (CSTL) e trabalhadores timorenses do banco indonésio BRI (Bank Rakyat Indonésia), estão em greve para “exigir justiça na atribuição de subsídios”.
Segundo os trabalhadores, o BRI terá concedido um subsídio, que é atribuído semestralmente com base na avaliação de desempenho, apenas aos funcionários de nacionalidade indonésia que trabalham no local, enquanto os timorenses terão sido privados daquele direito.
São 19 os timorenses que se encontram nesta situação, sendo que apenas três participaram no protesto, em representação daqueles trabalhadores.
O Presidente da CSTL, Almério Vila Nova, referiu que estes trabalhadores denunciaram a situação, pela primeira vez, há quatro anos e que, desde o ano passado, a confederação tem tentado atuar como intermediária entre os trabalhadores e o empregador para exigir uma resposta, mas, até à data, ainda não foi encontrada nenhuma solução.
“Os trabalhadores timorenses têm os mesmos direitos que os indonésios. Conseguem atrair muitos clientes e geram lucros significativos para o banco, mas não recebem qualquer bónus. Consideramos esta situação inaceitável. Se continuar a não haver uma solução, vamos prosseguir com a greve até que seja encontrada uma resposta justa”, disse o dirigente.
Almério Vila Nova salientou que um trabalhador chegou a ser despedido pela instituição financeira por ter denunciado esta irregularidade. “Os trabalhadores só tiveram conhecimento da concessão de subsídio aos trabalhadores indonésios, depois de terem sido informados por algumas pessoas na Indonésia. Esta situação é injusta. O banco deve contratar, novamente, o trabalhador que foi despedido”, destacou.
Os jornalistas tentaram obter confirmação junto do gerente daquela entidade bancária, mas este encontrava-se indisponível.
Jornalista: Jesuína Xavier
Editor: Rafael Ximenes de A. Belo

