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SAÚDE

Profilaxia pós-exposição à raiva administrada em 29 pessoas

Profilaxia pós-exposição à raiva administrada em 29 pessoas

Imagem do Google.

DÍLI, 27 de março de 2024 (TATOLI) – Vinte e nove pessoas foram recentemente mordidas por cães em Oé-Cusse. Tendo em conta que foram detetados vários casos de raiva em animais e dado que a profilaxia humana no primeiro atendimento pós-exposição é muito eficaz se o tratamento instituído for acompanhado de vacinação adequada, as vítimas foram imediatamente inoculadas.

“Quando alguma pessoa é mordida por um animal, sobretudo por um canídeo, deve lavar a zona que esteve em contacto com a saliva do animal com betadine e dirigir-se ao posto de saúde mais próximo”, disse o Diretor-Geral do Instituto Nacional de Saúde Pública de Timor-Leste, Frederico Bosco, numa entrevista exclusiva à Tatoli, no Farol, Díli.

O dirigente lembrou que está a decorrer desde janeiro uma campanha da vacinação antirrábica, nos municípios de Díli, Bobonaro, Covalima e Oé-Cusse, pelo que apela aos proprietários de cães que se dirijam aos centros veterinários para que os seus animais sejam vacinados gratuitamente.

A par da situação, o Vice-Ministro para o Fortalecimento Institucional da Saúde, José Magno, sugeriu que a população colocasse uma peça, comummente conhecida por açaime, no focinho dos animais para que estes não consigam morder.

Segundo o governante, a taxa de letalidade da doença é de 100% se não for adequada e precocemente tratada. “O período de incubação da doença é muito variável, podendo ser de dias a vários meses ou anos, dependendo, por exemplo, da localização, extensão e profundidade da ferida resultante da mordida, do arranhão, ou do contacto com a saliva de animais infetados”, explicou José Magno.

A este propósito, recorde-se que uma jovem de 19 anos faleceu, na passada sexta-feira, no Hospital Nacional Guido Valadares, dois meses após ter sido mordida por um cão.

A raiva afeta o sistema nervoso e central dos animais infetados com o vírus, sendo transmitida para o ser humano por meio da saliva daqueles. Se um animal, por exemplo um cão, estiver infetado com raiva e morder um indivíduo, a pessoa pode ficar infetada. Nos seres humanos, os sintomas iniciais envolvem febre, dor de cabeça, fadiga, perda de apetite, mal-estar geral e náuseas. Os estágios mais avançados, contudo, incluem irritabilidade e ansiedade, sensibilidade extrema à luz, dificuldade para engolir alimentos, alucinações e convulsões. Já nos animais, salivação excessiva, agressividade incomum, alterações vocais e também sensibilidade à luz são alguns dos sintomas.

Notícia relevante: Raiva mata jovem de 19 anos no Oé-Cusse

Jornalista: Domingos Piedade Freitas

Editora: Isaura Lemos de Deus 

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