DÍLI, 17 de janeiro de 2022 (TATOLI) – O Diretor-Geral da Autoridade do Serviço de Migração, Luís Soares Barreto, reconheceu que a falta de recursos humanos nas fronteiras terrestres entre Timor-Leste e a Indonésia propicia a mobilidade ilegal de pessoas.
“Reconhecemos que Timor-Leste carece de recursos humanos, sobretudo na Unidade de Patrulhamento da Fronteira [UPF] para controlar passagens ilegais”, informou Luís Soares Barreto à Tatoli, em Vila-Verde, Díli.
O dirigente salientou ainda a falta de infraestruturas de delimitação física das fronteiras entre os dois países.
Luís Barreto reconheceu que, embora o Serviço de Migração não tenha competência para controlar travessias ilegais, a sua direção trabalha de forma integrada com outras agências governamentais na prestação de serviços aos estrangeiros que entram no país de forma legal.
“Existem apenas 13 postos de patrulha, cada um tem entre quatro e cinco funcionários, número que não é suficiente para cobrir toda a área das zonas fronteiriças”, frisou
De acordo com dados do Serviço de Imigração, em 2022 registaram-se 108 movimentações ilegais fronteiriças – 72 entradas e 36 saídas.
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Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




