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HAK pede a Governo que acelere a criação da Comissão sobre Desaparecidos 

HAK pede a Governo que acelere a criação da Comissão sobre Desaparecidos 

Diretor-Executivo da Organização-Não Governamental Yayasan HAK, Xisto dos Santos. Imgem Tatoli/Egas Cristovão.

DÍLI, 25 de agosto de 2022 (TATOLI) – O Diretor-Executivo da Organização-Não Governamental Yayasan HAK, Xisto dos Santos, pediu ao Governo que acelere a criação de uma Comissão sobre Desaparecidos (Komisaun Buka Ema Lakon) para procurar os  timorenses que desapareceram durante a ocupação da Indonésia em Timor-Leste.

Xisto dos Santos, na qualidade de representante da Yayasan HAK, organização que defende os direitos humanos, pediu ao Governo que criasse uma comissão para procurar os desaparecidos.

“Sugerimos ao Governo que estabeleça uma comissão para descobrir o paradeiro das crianças timorenses, apoiando assim os trabalhos das organizações da sociedade civil”, disse Xisto dos Santos, em declarações à Tatoli.

O diretor-executivo informou ainda que a sociedade civil de Timor-Leste e da Indonésia conseguiram encontrar, nos últimos cinco anos, cem crianças. No entanto, ainda continuam desaparecidas mais de mil.

Por isso, o responsável pediu a colaboração da Comissão dos Direitos Humanos da Indonésia e de Timor-Leste, em particular da Provedoria dos Direitos Humanos e Justiça para continuarem a busca das crianças desaparecidas.

Segundo o dirigente a procura das crianças deve ser da competência do Estado e não de organizações como  a Asia Justice and Rights (AJAR), a Cruz Vermelha de Timor-Leste (CVTL) e a Associação Chega! Ba Ita (ACbit).

“Por isso, o Estado precisa de acelerar a criação desta comissão”, pediu.

Xisto dos Santos recordou ainda que a CAVR e a Comissão de Verdade e da Amizade (CTF) da Indonésia e de Timor Leste sugeriram a criação de uma comissão em 2005.

O Diretor-Executivo lembrou ainda que as organizações da sociedade civil e o Center for IDP Service conseguiram repatriar, nos últimos seis anos, 70 agregados familiares  refugiados em Timor Ocidental.

“Esperamos que o Estado timorense, nomeadamente o Presidente da Republica, solucione o problema”, concluiu.

Jornalista: Domingos Piedade Freitas

Editora: Maria Auxiliadora

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