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MS reconhece atraso no pagamento do subsídio de acompanhante de pacientes no estrangeiro 

MS reconhece atraso no pagamento do subsídio de acompanhante de pacientes no estrangeiro 

DÍLI, 02 de julho de 2021 (TATOLI) – O Diretor Nacional do Orçamento de Gestão e Finanças (DNOGF) do Ministério da Saúde (MS), Miguel Maria, reconheceu o atraso no pagamento do subsídio aos acompanhantes dos pacientes nos hospitais em Singapura e na Indonésia por causa da demora no adiantamento do relatório dos hospitais nos países em causa, que deve ser apresentado ao MS. 

“O atraso no pagamento deve-se ao relatório. Estamos a esforçar-nos, mas não é fácil recolher um relatório, sobretudo na Indonésia”, afirmou o dirigente, no Palácio das Cinzas, em Caicoli, Díli.

Segundo Miguel Maria, o MS já tinha apresentado uma proposta de pagamento, alocada na categoria de transferência pública, de cerca de seis milhões de dólares para este ano. Este orçamento pretende custear tratamentos de pacientes na Indonésia e em Singapura, incluindo o centro de cardiologia do Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV).

O diretor revelou também que os adidos da saúde na Indonésia efetuaram já um pedido de transferência de 51 mil dólares americanos para o pagamento do subsídio e da extensão do visto dos pacientes e acompanhantes.

“É um pedido de orçamento de urgência. Enviámo-lo no mês de março. Já transferimos 40 mil dólares para resolver as questões da extensão do visto e do subsídio de acompanhante. É importante resolver a extensão do visto, pois a multa poderá ir até 100 dólares”, avançou.

Já o diretor nacional de Apoio aos Serviços Hospitalares interino, Nilton da Costa Cruz, afirmou que o Ministério da Saúde disponibiliza um subsídio mensal aos pacientes que estão a fazer tratamento na Indonésia.

“Se este orçamento acabar a meio do mês, não é culpa do ministério, porque um acompanhante na Indonésia tem direito a 10 dólares por dia, durante o período do tratamento”, disse Nilton da Costa Cruz, em Caicoli, Díli.

O médico lembrou também que o ministério tinha antes disponibilizado 25 dólares americanos por dia a um acompanhante em Singapura, mas decidiu mudar o sistema porque o hospital e os senhorios das casas arrendadas passaram a oferecer as refeições aos pacientes e acompanhantes.

De acordo com Nilton da Costa Cruz, até ao mês de abril, 39 pacientes estavam em tratamento no estrangeiro, entre os quais 10 no Hospital Siloam, na Indonésia, e 29 no Hospital Mount Elizabeth, em Singapura.  A maioria dos pacientes sofre de problemas cardíacos, insuficiência renal crónica e cancro.

Recorde-se que o representante do povo no Parlamento Nacional, o deputado Noé da Silva, pediu aos ministérios das Finanças e da Saúde que resolvessem o pedido dos pacientes timorenses que efetuam tratamentos de saúde em Singapura e na Indonésia e que não recebem o subsídio desde março.

 “O Parlamento, pediu, por isso, ao Governo que acelerasse a resolução do problema em causa para não dificultar a situação dos doentes nos hospitais destes dois países”, avançou recentemente.

Notícia  relevante: Parlamento Nacional pede a Executivo que resolva subsídio de pacientes timorenses no estrangeiro

Jornalista: Isaura Lemos de Deus

Editora: Maria Auxiliadora

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