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OMS quer que todos os países detetem ameaças à saúde em 24 horas

Uma médica explicou ao Primeiro-Ministro, Taur Matan Ruak, o estado de saúde de um paciente com cOVID-19, no Centro de Isolamento, em Lahane, no sábado (18/09). Imagem: Tatoli/Francisco Sony.

DÍLI, 13 de outubro de 2026 (TATOLI) – A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou, na segunda-feira, uma meta ambiciosa: garantir que todos os países consigam detetar e avaliar ameaças à saúde no prazo máximo de 24 horas após o seu surgimento.

A nova estratégia quinquenal do Centro de Inteligência sobre Pandemias e Epidemias estabelece que esta capacidade deverá estar operacional em todos os países até 2030.

Segundo a OMS, o cumprimento desta meta permitirá ao mundo reagir mais rapidamente a surtos, evitando que evoluam para epidemias de maior escala ou se disseminem internacionalmente.

A estratégia visa dotar cada país das capacidades necessárias para identificar e compreender rapidamente ameaças emergentes à saúde, apoiando o desenvolvimento respetivos sistemas de vigilância, capacidades técnicas e parcerias.

Na abertura da Cimeira Mundial da Saúde, em Berlim, Alemanha, o Diretor-Geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, destacou os progressos alcançados pelo Centro de Inteligência sobre Pandemias e Epidemias nos cinco anos decorridos desde sua criação.

Segundo o responsável, a instituição tronou-se parte integrante do sistema mundial de segurança sanitária.

Com a nova estratégia, Tedros Ghebreyesus considera que o Centro está a traçar um caminho claro até 2030, mobilizando governos e parceiros para “responder rapidamente às ameaças à saúde antes de estas se transformem em grandes crises”.

O Centro foi criado em 2021 com apoio do Governo alemão, em resposta às lacunas críticas evidenciadas pela pandemia de covid-19. Desde então, tem trabalhado com 160 países signatários da OMS, 190 organizações parceiras e milhares de cientistas e decisores políticos.

“A sua atuação centra-se na deteção de novas ameaças epidémicas, no sequenciamento e na identificação de agentes patógenos, bem como no apoio a medidas rápidas para proteger comunidades em todo o mundo”.

Até 2031, o Centro pretende reforçar várias áreas prioritárias. A primeira consiste na utilização da Inteligência Artificial para analisar diariamente milhares de fontes públicas em tempo real, com o objetivo de identificar sinais de potenciais ameaças à saúde.

A segunda prioridade passa pelo reforço das capacidades de sequenciamento genómico e bioinformática, essenciais para identificar e compreender os agentes patogénicos emergentes e acelerar o desenvolvimento de testes de diagnóstico, tratamentos e vacinas.

A terceira consiste em criar uma rede de mais de dois mil especialistas em modelação e ciência de dados, que poderá ser mobilizada rapidamente perante o surgimento de novas ameaças.

A estratégia prevê ainda o reforço da Iniciativa de Vigilância Colaborativa, que está a ser implementada em mais de 83 países, bem como o desenvolvimento de um programa destinado a criar sistemas digitais seguros para a partilha de dados entre países e parceiros.

Equipa da Tatoli

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