França regista primeira morte associada ao vírus Shamonda

DÍLI, 26 de outubro de 2026 (TATOLI) – Uma pessoa morreu em França após contrair o vírus Shamonda. A morte foi registada no início deste mês e é considerada o primeiro caso conhecido de infeção humana por este vírus, segundo as autoridades francesas e a Organização Mundial de Saúde (OMS).
O organismo está em contacto com responsáveis do setor da saúde do país, que investigam a origem da infeção, as possíveis vias de transmissão e os eventuais riscos para a saúde pública.
Vírus era conhecido apenas em animais
O vírus Shamonda era identificado apenas em animais de criação, como bovinos, ovinos, caprinos, equinos e alpacas.
Acredita-se que a sua transmissão esteja associada a insetos do género Culicoides, conhecidos como mosquitos-pólvora. No entanto, a OMS sublinha que são necessários mais estudos para esclarecer os mecanismos de transmissão e determinar como ocorreu a infeção humana agora identificada.
Segundo o porta-voz da organização, Christian Lindmeier, o doente apresentava um quadro grave de imunocomprometimento, condição que o tornava mais vulnerável a infeções e ao desenvolvimento de complicações.
As autoridades de saúde indicaram que a vítima sofreu complicações cerebrais atribuídas ao vírus, que acabaram por resultar na sua morte.
O doente tinha estado numa zona onde o vírus circula entre animais e onde também estavam presentes os Culicoides. As circunstâncias exatas da infeção continuam sob investigação.
OMS considera improvável uma propagação mais alargada
Com base nos dados disponíveis, a OMS considera que se trata de um caso isolado e avalia como improvável, nesta fase, uma transmissão mais alargada. A organização mantém o acompanhamento da situação e continuará a avaliar os possíveis riscos para a saúde pública à medida que forem recolhidas novas informações.
A investigação em curso deverá permitir esclarecer melhor a origem da infeção, os fatores que contribuíram para a gravidade do caso e os eventuais riscos associados à exposição humana ao vírus.
Embora a via de transmissão ainda não esteja esclarecida, recomenda-se a adoção de medidas de proteção contra picadas de insetos, sobretudo durante a permanência ao ar livre em períodos quentes e húmidos.
Entre as principais medidas preventivas estão a utilização de repelentes de insetos e o uso de vestuário que cubra a pele, reduzindo a exposição a insetos potencialmente transmissores.
Até ao momento, não existem vacinas contra o vírus Shamonda disponíveis comercialmente, segundo a Organização Mundial de Saúde Animal.
Equipa da Tatoli

