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Morreu um professor português dos CAFE

Morreu um professor português dos CAFE

DÍLI, 11 de março de 2020 (TATOLI) – Um professor português dos Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE) faleceu ontem, quando foi transportado de Maubisse para o Hospital Nacional Guido Valadares, em Díli.

O Chefe do Departamento do Banco de Urgência, Gustódio A. de Jesus, disse que o doente chegou ao centro hospitalar já sem vida.

“Segundo as informações dadas pelo Hospital de Maubisse, o paciente tinha problemas cardíacos graves”, afirmou hoje Gustódio de Jesus aos jornalistas, no Hospital Nacional Guido Valadares, em Díli.

A companheira do professor, Ana Paula Marques, confirmou à TATOLI que o professor se encontrava bem de saúde após ter chegado há uma semana a Timor-Leste, estando a residir atualmente em Ainaro.

“Sentiu na segunda-feira fortes dores de barriga e diarreia. A partir daí, as coisas complicaram-se. Foi tudo muito rápido. Foi de um dia para o outro”, avançou.

Ana Paula Marques disse ainda que, após se ter sentido mal, decidiram transportá-lo ao hospital de Ainaro, onde foi medicado.

“Ele disse-me que se sentia muito cansado. Não achamos na altura que fosse muito grave. Decidimos então levá-lo para o hospital de Maubisse. Durante a viagem, começou a apresentar várias queixas. Tinha dores no corpo e não conseguia respirar. Ao chegar ao hospital, foi prontamente atendido pela equipa médica. Disseram-nos que apresentava problemas nos pulmões e uma infeção por causa da diarreia. Deram-lhe ainda medicamentos e oxigénio para ser operado em Díli”, referiu.

A companheira lembrou ainda que o professor se encontrava em Timor-Leste desde 2013, ao abrigo do projeto CAFE. Neste período, lecionou em Maliana durante cinco anos e dois no Oé-Cusse.

“Íamos dar início a um ano novo letivo em Ainaro. Ele já se tinha habituado a Timor. Era professor do primeiro ciclo”, afirmou.

Questionado sobre a trasladação do corpo para o país de origem, a companheira disse ainda não ter informações, pois ainda terá lugar a autópsia.

“Pessoal do Ministério esteve cá para nos ajudar. Toda a gente está empenhada em resolver a questão da trasladação do corpo para Portugal, junto dos seus familiares. Já não podemos fazer mais nada”, concluiu.

Jornalista : Nelia Fernandes

Editora : Maria Auxiliadora

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