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Dulce de Jesus: O português não é para nós uma língua imposta, é uma língua que escolhemos

Dulce de Jesus: O português não é para nós uma língua imposta, é uma língua que escolhemos

O Ministério da Educação (ME) assinalou hoje o Dia Mundial da Língua Portuguesa. Foto: Afonso do Rosário

DÍLI, 5 de maio de 2026 (TATOLI) – O Ministério da Educação (ME) assinalou hoje o Dia Mundial da Língua Portuguesa numa cerimónia oficial que contou com a presença do Secretário de Estado da Cultura de Portugal, Alberto Santos. O momento reafirmou o compromisso nacional com a promoção do português como língua de identidade e de oportunidades.

A celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa em Díli integrou um conjunto de iniciativas que reúnem ministros e representantes dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, centradas na reflexão sobre o futuro da educação, da cultura e da cooperação entre os Estados-Membros. O evento incluiu ainda uma missa de ação de graças e uma marcha desde a Igreja Catedral até ao ME, com a participação de estudantes do Centro de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE) de Díli.

A Ministra da tutela, Dulce de Jesus, destacou que o português representa uma escolha soberana do povo timorense e não uma imposição histórica, sublinhando o seu papel estruturante na construção da identidade nacional. “O português não é para nós uma língua imposta, é uma língua que escolhemos e que consagramos na nossa Constituição como língua oficial”, afirmou a governante.

Segundo Dulce de Jesus, a língua portuguesa constitui uma ponte entre Timor-Leste e o mundo, sem comprometer a identidade cultural do país. Neste sentido, referiu que o ME tem vindo a implementar medidas concretas para reforçar o ensino e a utilização do português, incluindo a recente distribuição de materiais pedagógicos em todas as escolas públicas.

Dulce de Jesus salientou ainda que “este esforço se insere num compromisso contínuo com a qualidade da educação”, apontando a aprovação da nova Lei de Bases da Educação como um marco relevante. “O ensino do português como língua de instrução é uma afirmação clara da visão de um país que aposta numa educação inclusiva, exigente e alinhada com a sua identidade”, referiu.

Para o Secretário de Estado da Cultura de Portugal foi “uma honra participar na celebração em Timor-Leste”, destacando o país como o território mais oriental onde se fala português. O governante português felicitou as autoridades timorenses pelo reforço do estatuto do português como língua oficial, a par do tétum.

“Esta aposta significa que Timor-Leste está a investir no futuro das suas novas gerações, promovendo uma educação de qualidade e maiores oportunidades”, afirmou, acrescentando que o domínio da língua portuguesa pode abrir portas tanto na administração pública como no setor privado.

Alberto Santos recordou ainda que o português é falado por cerca de 265 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo uma das línguas mais utilizadas globalmente e a mais falada no hemisfério sul, o que representa uma vantagem estratégica para os jovens timorenses.

Durante a cerimónia, estudantes também partilharam a sua perspetiva sobre a importância do idioma. Ricardo Jacques Vieira, aluno do CAFE de Díli, incentivou os timorenses a valorizarem e a aprenderem o português, considerando-o “uma janela aberta para o mundo” e um instrumento essencial para o acesso a novas oportunidades e ao conhecimento de outras culturas.

Notícia relevante: Ramos-Horta sublinha que língua portuguesa reforça identidade nacional e abre portas internacionais

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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