DÍLI, 24 de julho de 2026 (TATOLI) – O antigo Presidente da República e ex-Primeiro-Ministro, Taur Matan Ruak, manifestou profundo pesar pela morte do cantor português Luís Represas, destacando o papel do artista no apoio à luta do povo timorense pela independência durante a ocupação indonésia.
Numa mensagem de condolências dirigida à família de Luís Represas, aos amigos e admiradores do músico, Taur Matan Ruak classificou o artista como “um extraordinário artista português e um amigo fiel do povo timorense”, expressando a sua solidariedade e sentidas condolências.
Segundo o antigo Chefe de Estado, nos anos mais difíceis da ocupação, quando muitos combatentes das Forças Armadas de Libertação Nacional de Timor-Leste (FALINTIL) resistiam nas montanhas, Luís Represas foi uma das poucas vozes internacionais que defenderam publicamente o direito dos timorenses à liberdade.
Taur Matan Ruak sublinhou que a canção “Timor” ultrapassou o seu valor artístico e se transformou num símbolo de solidariedade com o povo timorense, levando uma mensagem de esperança aos resistentes e contribuindo para manter viva a atenção da comunidade internacional sobre a causa da autodeterminação de Timor-Leste.
“A voz de Luís Represas ajudou a manter viva a consciência da comunidade internacional sobre a situação de Timor-Leste e contribuiu para fortalecer a mobilização da sociedade civil portuguesa em defesa do nosso direito à autodeterminação”, afirmou.
O antigo Chefe de Estado recordou ainda que, durante o seu mandato na Presidência da República, distinguiu Luís Represas com a Medalha da Ordem de Timor-Leste, uma das mais altas condecorações do Estado timorense, em reconhecimento pelo apoio prestado à causa da independência.
Na mensagem, Taur Matan Ruak salientou que o cantor ficará para sempre na história de Timor-Leste como um dos amigos internacionais que colocaram a sua arte ao serviço da justiça, da liberdade e da dignidade humana.
“Embora a sua voz se tenha agora silenciado, permanecerá viva na memória coletiva dos timorenses. Sempre que a canção Timor voltar a ser escutada, recordaremos não apenas um grande intérprete, mas também um homem de consciência, cuja generosidade ajudou a alimentar a esperança de um povo que acreditava na liberdade”, declarou.
Em nome pessoal e dos antigos combatentes da Resistência timorense, o ex-Chefe de Estado prestou uma última homenagem ao artista português, concluindo a mensagem com votos de que Luís Represas descanse em paz.
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