DÍLI, 21 de julho de 2026 (TATOLI) — O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, assinou esta segunda-feira três decretos presidenciais que determinam a aplicação de uma tarifa adicional de 50% sobre determinados produtos provenientes do Canadá, alegando a existência de práticas discriminatórias contra o comércio estadunidense.
A nova taxa adicional, que incide sobre alguns produtos lácteos, bebidas alcoólicas, veículos automóveis e bens relacionados, entrará em vigor a 19 de agosto, de acordo com documentos divulgados no sítio oficial da Casa Branca.
A medida exclui produtos energéticos, potassa, peixe e minerais críticos.
Num dos decretos relativos ao setor automóvel, Trump acusou o Canadá de manter, desde 9 de abril de 2025, uma tarifa de 25% sobre veículos importados dos EUA que não beneficiam de tratamento preferencial com isenção de direitos aduaneiros ao abrigo do Acordo EUA-México-Canadá (USMCA, em inglês).
O Chefe de Estado estadunidense afirmou ainda que o Canadá aplica uma quota tarifária sobre veículos dos EUA que são elegíveis para isenção de direitos ao abrigo do mesmo acordo comercial.
Segundo os documentos oficiais, após a adoção destas medidas tarifárias pelo Canadá, as importações de veículos automóveis estadunidenses registaram uma queda de cerca de 22%.
Entre abril de 2024 e março de 2025, o valor das importações passou de aproximadamente 25,9 mil milhões de dólares americanos para cerca de 20,3 mil milhões no período homólogo seguinte.
“O Canadá aplica este regime tarifário apenas aos veículos automóveis provenientes dos Estados Unidos da América”, afirmou Trump, defendendo que a política comercial canadiana prejudica as empresas estadunidenses e cria uma vantagem competitiva para empresas de outros países.
No início de julho, os EUA decidiram não renovar automaticamente o USMCA durante a revisão conjunta obrigatória de seis anos do acordo comercial entre os três países da América do Norte.
Com esta decisão, o acordo passa a estar sujeito a revisões anuais, que se poderão prolongar até 2036, caso os EUA, o Canadá e o México não cheguem a um entendimento para a sua renovação.
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Fontes: Bernama e Xinhua




