DÍLI, 21 de julho de 2026 (TATOLI) – A Assembleia da República de Portugal aprovou, no passado dia 14, um voto de pesar pela morte do Padre jesuíta João Felgueiras. A homenagem destaca o seu contributo para a promoção da língua portuguesa, da educação e da identidade timorense ao longo de mais de cinco décadas de missão em Timor-Leste.
O sacerdote faleceu aos 105 anos, no passado dia 3, numa clínica privada em Díli, vítima de doença.
Num documento divulgado pela Embaixada de Portugal em Díli e ao qual a Tatoli teve acesso, a Assembleia da República recordou a dedicação do sacerdote a Timor-Leste. O documento destaca que o mesmo permaneceu no país durante a ocupação indonésia e continuou a ensinar português no Externato de São José, em Díli. Após o encerramento forçado da escola, em 1992, prosseguiu o ensino da língua portuguesa de forma clandestina.
“Capelão de doentes e presos acolheu inúmeros timorenses fugidos da perseguição, e arriscou a vida na defesa dos mais frágeis. Na viragem do milénio, quando se consolidava a independência de Timor, continuou dedicado ao ensino, à assistência social e à missão católica”, lê-se no documento.
Os deputados recordam também as distinções atribuídas ao jesuíta, entre as quais a Ordem da Liberdade, em 2002, a Ordem de Timor-Leste, em 2009, e a Grã-Cruz da Ordem de Camões, em 2022.
A Assembleia da República expressa profundo pesar pela morte do sacerdote, reconhecendo o seu “legado ímpar” na defesa de uma sociedade humanista e na promoção da língua e da cultura portuguesas.
No documento, a instituição endereça condolências aos familiares, amigos e confrades da Companhia de Jesus e reafirma às autoridades timorenses a proximidade e amizade do povo português.
Notícia revelante: Jesuítas portugueses recordam Padre João Felgueiras como homem de fé e dedicação ao povo timorense
Equipa da Tatoli




