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Quatro embarcações iniciam operações de pesca nas águas timorenses

Quatro embarcações iniciam operações de pesca nas águas timorenses

O MAPPF lançou, esta segunda-feira, o início da operação das embarcações de pesca em fibra de vidro, nas instalações da Unidade da Polícia Marítima, em Díli. Foto da Tatoli/António Daciparu

DÍLI, 20 de julho de 2026 (TATOLI) – O Ministério da Agricultura, Pecuária, Pescas e Florestas (MAPPF) adquiriu um barco de pesca em fibra de vidro, com capacidade de cinco toneladas de arqueação bruta (GT). A aquisição foi feita com recursos do Orçamento Geral do Estado de 2024.

A empresa Rayhana também adquiriu duas embarcações, com capacidades de cinco GT e 17 GT. Já a empresa Comodities X-Change comprou uma embarcação com capacidade de dez GT.

O ministro da tutela, Marcos da Cruz, lançou hoje o início da operação das embarcações em apreço, nas instalações da Unidade da Polícia Marítima, em Díli, numa cerimónia que contou com a presença do Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão, e do Vice-Primeiro-Ministro, Ministro Coordenador dos Assuntos Sociais e Ministro do Desenvolvimento Rural e Habitação Comunitária, Mariano Assanami Sabino.

Marcos da Cruz explicou que a iniciativa marca o início de uma nova fase para o setor das pescas, visando reforçar a captura de pescado nas águas timorenses e criar condições para uma maior participação das empresas nacionais nesta atividade.

O governante recordou que Timor-Leste possui uma linha costeira de 735 quilómetros, uma Zona Económica Exclusiva de cerca de 72 mil quilómetros quadrados e um potencial estimado de recursos haliêuticos de aproximadamente 718.900 toneladas.

No entanto, salientou que o país aproveita, atualmente, apenas cerca de 2% desse potencial, enquanto uma parte significativa dos recursos continua a ser perdida devido à pesca ilegal.

O ministro defendeu que a iniciativa representa uma oportunidade para incentivar o investimento privado no setor, sobretudo na costa sul, contribuindo para aumentar a produção nacional de pescado.

Por sua vez, Xanana Gusmão destacou que o reforço da frota pesqueira poderá impulsionar a economia e apelou aos investidores para criarem infraestruturas adequadas de processamento e conservação do pescado, de forma a garantir a qualidade dos produtos colocados no mercado. O Chefe do Governo manifestou igualmente preocupação com a venda de peixe em locais sem condições adequadas.

Por seu turno, o gestor da Rayhana, Ricardo Nheu, revelou que a empresa já dispõe de uma unidade de transformação de produtos à base de peixe e está a construir uma câmara frigorífica para assegurar a conservação do pescado após a captura.

Segundo o responsável, a empresa pretende disponibilizar peixe a preços ajustados ao mercado, facilitando o acesso dos consumidores e criando condições para que o pescado venha também a ser exportado.

Os operadores das embarcações são, nesta fase inicial, provenientes do Vietname, da Indonésia e da China.

Na mesma linha, o gerente da Comodities X-Change, Martinho Martins, agradeceu ao Governo pelo apoio prestado, salientando que esta é a primeira vez que uma empresa timorense investe no setor das pescas com um nível de envolvimento desta dimensão.

Notícia relevante: Embarcações estrangeiras continuam a explorar ilegalmente águas nacionais

Jornalista: Nelson de Sousa/Tradução: Equipa da Tatoli

Editora: Maria Auxiliadora

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