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Timor-Leste defende maior responsabilidade no uso do veto e apela à estabilidade no Médio Oriente

Timor-Leste defende maior responsabilidade no uso do veto e apela à estabilidade no Médio Oriente

O Encarregado de Negócios da Missão Permanente de Timor-Leste junto da ONU, Jesuíno Alves. Fonte governamental

DÍLI, 17 de abril de 2026 (TATOLI) – Timor-Leste manifestou preocupação com o uso recorrente do uso do veto no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), sublinhando que esta prática compromete a capacidade do órgão de agir de forma eficaz perante ameaças à paz e segurança internacionais.

A posição foi expressa pelo Encarregado de Negócios da Missão Permanente de Timor-Leste junto da ONU, Jesuíno Alves, durante a 80.ª sessão plenária da Assembleia Geral, realizada em Nova Iorque, no âmbito de um debate sobre a utilização do veto, após uma recente votação sobre a situação no Médio Oriente.

Na sua intervenção, o diplomata afirmou que a credibilidade do Conselho de Segurança depende da sua capacidade de atuar “de forma atempada e unida”, alertando para os impactos negativos da falta de consenso, sobretudo em contextos de crise.

Jesuíno Alves referiu também que “Timor-Leste tem acompanhado com profunda preocupação a evolução da situação no Médio Oriente” e destacou os riscos para o comércio internacional, a segurança energética e a estabilidade regional, com efeitos particularmente sentidos nos pequenos Estados em desenvolvimento.

O representante de Timor-Leste saudou os esforços diplomáticos em curso para reduzir tensões, nomeadamente as iniciativas do Paquistão, considerando que representam uma oportunidade importante para reforçar a confiança entre as partes. O responsável apelou à contenção e ao evitamento de ações que possam agravar a situação.

No plano jurídico, o diplomata reiterou a importância do cumprimento do direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário e a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, salientando a necessidade de garantir a segurança da navegação, em particular no Estreito de Ormuz.

Foi também recordado por Jesuíno Alves o artigo 27.º da Carta da ONU, que prevê a abstenção de voto por parte de Estados envolvidos em disputas, defendendo a sua aplicação consistente como princípio de imparcialidade.

O diplomata, em nome do país, manifestou apoio a iniciativas que promovam a contenção voluntária no uso do veto, especialmente em situações de graves violações do direito internacional, e incentivou o aprofundamento do debate na Assembleia Geral sobre esta matéria.

A concluir, o representante reafirmou o compromisso do país com o multilateralismo e expressou otimismo quanto à possibilidade de uma solução duradoura no Médio Oriente, baseada no diálogo e na cooperação internacional.

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Equipa da Tatoli

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