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Dia Nacional dos Veteranos: Ramos-Horta destaca luta pela liberdade económica e coesão nacional

Dia Nacional dos Veteranos: Ramos-Horta destaca luta pela liberdade económica e coesão nacional

O Presidente da República, José Ramos-Horta, presidiu hoje à cerimónia da IX Celebração do Dia Nacional dos Veteranos. Foto da Tatoli/António Daciparu

DÍLI 3 de março de 2026 (TATOLI) – O Presidente da República (PR), José Ramos-Horta, presidiu hoje à cerimónia da IX Celebração do Dia Nacional dos Veteranos, realizada sob o tema Unidade na Diversidade com Sentido da Pátria, onde fez um tributo aos heróis e mártires da Luta de Libertação Nacional, destacando a importância da unidade e da coesão nacional para o futuro do país.

O evento teve lugar no edifício do Conselho dos Combatentes da Libertação Nacional (CCLN), em Comoro, Díli.

No seu discurso, Ramos-Horta sublinhou que a liberdade conquistada ao longo dos 24 anos de luta pela independência não foi um presente da história, mas sim fruto de sacrifícios, de organização e de uma fé inabalável.


O Presidente da República, José Ramos-Horta. Foto da Tatoli/António Daciparu

“Os Veteranos representam um capital humano e moral incomparável. São portadores de experiência, disciplina, capacidade organizacional e liderança”, disse Ramos-Horta, elogiando a coragem e o compromisso dos combatentes que, ao longo da resistência, “conseguiram transformar a diversidade do país numa força unificadora”.

O Chefe de Estado lembrou que os veteranos não apenas lutaram pela liberdade política, mas que agora se deparam com uma nova batalha – a Luta pelo Desenvolvimento, uma luta pela liberdade económica, pela dignidade social e pelo bem-estar de todos os timorenses.

Os veteranos participaram na cerimónia da IX Celebração do Dia Nacional dos Veteranos. Foto da Tatoli/António Daciparu

Segundo o PR, este novo desafio exige “unidade e organização” para garantir o sucesso da integração plena do país na Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e para alcançar a prosperidade sustentável. “O objetivo de sermos o 11.º Estado-Membro da ASEAN requer disciplina institucional, cumprimento rigoroso dos compromissos e profundas reformas estruturais”, afirmou.

Ramos-Horta referiu ainda que, embora o país tenha assumido compromissos internacionais com várias organizações, como a Organização Mundial do Comércio, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e a Organização das Nações Unidas, “o maior compromisso de Timor-Leste é com o seu povo, particularmente no combate à pobreza multidimensional, desnutrição, insegurança alimentar e outras questões sociais”.

Os veteranos participaram na cerimónia da IX Celebração do Dia Nacional dos Veteranos. Foto da Tatoli/António Daciparu

O Chefe de Estado também recordou a importância de iniciativas transformadoras como a criação do Banco do Nosso Futuro, a primeira entidade bancária com capital exclusivamente timorense. Este projeto, segundo Ramos-Horta, simboliza a transição da luta armada para a luta económica, representando um marco na construção de um futuro mais próspero para o país.

Em relação aos desafios que ainda persistem, como o reconhecimento justo dos combatentes, a sustentabilidade das pensões e o apoio a famílias e gerações subsequentes, o PR reafirmou o “compromisso do Estado em garantir justiça, transparência e dignidade a todos os que serviram a nação”.

Ramos-Horta encerrou o seu discurso com um forte apelo à coesão nacional e à importância da diversidade como riqueza para o país. “Unidos, avançaremos para consolidar a independência económica, a justiça social e a prosperidade sustentável de Timor-Leste”, referiu.

A cerimónia contou com a presença de, entre outros, veteranos, deputados, diplomatas e representantes de linhas ministeriais.

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Jornalista: Ivonia da Silva

Editora: Isaura Lemos de Deus

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