OMS: Hepatite viral continua a causar sofrimento desnecessário no Sudeste Asiático

DÍLI, 28 de julho de 2025 (TATOLI) – O Dia Mundial da Hepatite é celebrado anualmente a 28 de julho, este ano sob o tema Hepatite: Vamos acabar com ela. A efeméride visa informar e sensibilizar a comunidade global para esta doença.
A Responsável da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a região do Sudeste Asiático, Catharina Boehme, através de uma conferência de imprensa, afirmou que o tema deste ano visa apelar a uma ação urgente para eliminar as barreiras financeiras, sociais e sistémicas, incluindo o estigma, que impedem a eliminação da hepatite e a prevenção do cancro do fígado.
“Na região do Sudeste Asiático, a hepatite viral continua a causar sofrimento desnecessário, levando silenciosamente a doenças hepáticas, cancro e centenas de milhares de mortes evitáveis a cada ano”, referiu a dirigente num comunicado a que a Tatoli teve acesso.
Catharina Boehme recordou que em toda a região estima-se que 61 milhões de pessoas vivam com hepatite B e nove milhões com hepatite C: “A nossa região suporta um dos maiores encargos de hepatite viral crónica a nível global, mas a maioria das pessoas que vive com a doença continua sem diagnóstico e sem tratamento”.
Segundo a OMS, todos os anos, mais de 260 mil vidas são perdidas, muitas devido a complicações evitáveis da hepatite. “Um dos resultados mais devastadores é o cancro do fígado, devido a infeções por hepatites B e C não tratadas. Com acesso limitado a diagnóstico e tratamento precoces, a maioria dos casos de cancro do fígado na nossa região é detetada tardiamente, quando as opções curativas já não são viáveis”, acrescentou.
Catharina Boehme sublinhou que existem ferramentas, como vacinas seguras e eficazes contra a hepatite B, diagnósticos acessíveis, medicamentos altamente eficazes contra a hepatite B e os revolucionários medicamentos antivirais de ação direta contra a hepatite C, que curam a infeção.
“No entanto, persistem problemas com a complexidade e fragmentação na prestação de serviços, falta de serviços nas clínicas de cuidados de saúde primários, fraca adesão aos serviços, despesas a cargo do utente, sensibilização limitada e estigma”, frisou.
A responsável referiu a necessidade de, entre outros, se integrar os serviços de hepatite nos pacotes de saúde essenciais e aproveitar as plataformas de cuidados de saúde primários.
“Temos de dar prioridade à vacinação contra a hepatite B, aos serviços integrados de maternidade segura, aos serviços de redução de danos e à divulgação comunitária para colmatar as desigualdades”, concluiu.
Notícia relevante: OMS: medicamentos antivirais são altamente eficazes no controlo e na prevenção da hepatite
Jornalista: Ivonia da Silva
Editora: Isaura Lemos de Deus

