DÍLI, 23 de junho de 2025 (TATOLI) – Timor-Leste marcará presença na 61.ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, que decorrerá de 09 de maio a 22 de novembro de 2026, em Itália, e convida todos os artistas timorenses, incluindo os que vivem na diáspora, a submeterem os seus portefólios através de uma candidatura online até 15 de julho.
As candidaturas devem ser preenchidas em inglês e estão abertas a artistas com 25 anos ou mais, sendo que os pré-selecionados serão posteriormente entrevistados. O formulário está disponível em https://forms.gle/tPTTMpy5h6Uijner8.
A participação do país na prestigiada mostra internacional é promovida pelo Ministério da Juventude, Desporto, Arte e Cultura e contará com a curadoria da italiana Loredana Pazzini-Paracciani, investigadora e curadora independente com vasta experiência em arte contemporânea do Sudeste Asiático.
Segundo um comunicado do Executivo a que a Tatoli teve acesso, o Pavilhão de Timor-Leste de 2026 responderá ao tema global da Bienal, In Minor Keys (Em Tons Menores), proposto pela curadora Koyo Kouoh, a camaronesa-suíça que morreu no passado mês de maio. A proposta timorense centra-se na recuperação de vozes silenciadas e na preservação das tradições, amar novamente, sotto voce (em voz baixa) e com paixão. Deixando para trás um passado marcado pela violência, o Pavilhão de Timor-Leste irá projeta-se num futuro renovado.
O Comissário do Pavilhão, o Secretário de Estado da Arte e Cultura, Jorge Cristóvão, destacou a importância da escolha de Pazzini-Paracciani para esta edição. “Loredana traz para este projeto uma vasta experiência em exposições de arte contemporânea de referência internacional e um compromisso contínuo com a valorização das vozes e perspetivas dos artistas asiáticos”, referiu.
“Sinto-me honrada por dar continuidade às conquistas de Timor-Leste na Bienal de Veneza 2024 e por continuar a dar a conhecer o rico legado criativo do país”, disse a curadora.
Pazzini-Paracciani considera que esta é uma oportunidade única para os artistas timorenses e espera que este processo envolva também os timorenses no estrangeiro. “Esta é uma oportunidade sem precedentes para os artistas se tornarem uma nova voz vital na história de Timor-Leste”, frisou.
É de lembrar que Timor-Leste esteve representado, pela primeira vez, pela artista timorense Maria Madeira na última Bienal de Veneza, no ano passado, com a exposição Kiss and Don’t Tell.
Notícia relacionada: Promover o cultivo de sândalo em Timor-Leste é o sonho de Maria Moreira
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




