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EDUCAÇÃO

Ouvir e aceder a espaços é problema persistente na UNTL para pessoas com deficiência

Ouvir e aceder a espaços é problema persistente na UNTL para pessoas com deficiência

Diretora Departamento de Inclusão Comunitária e Social da UNTL, Cecília Pereira. Foto da Tatoli/Osória Marques

DÍLI, 22 de maio de 2025 (TATOLI) – Aceder a espaços físicos interiores e ouvir professores nas aulas tem sido problema persistente na UNTL para pessoas com deficiência. De facto, o Departamento de Inclusão Comunitária e Social (DICS) da UNTL tem vindo a debater-se com a falta de tradutores de língua gestual para apoiar estudantes com deficiência auditiva e de acessibilidades para pessoas com deficiências motoras.

“Esse é um dos nossos maiores desafios. Estamos a preparar um plano para apresentar à reitoria da UNTL a fim de recrutar tradutores de língua gestual, pois atualmente contamos apenas com voluntários”, disse a Diretora da tutela, Cecília Pereira, em Díli.

A responsável afirmou que a situação afeta sobretudo os surdos. “O maior desafio é com os estudantes que não falam e não ouvem, pelo que a presença de tradutores de língua gestual é essencial”, especificou Cecília Pereira.

O DICS enfrenta também dificuldades em ensinar os alunos com deficiência visual e os professores só começaram a frequentar formação do sistema braille, no passado mês de abril. Devido à escassez de docentes daquela área, estes universitários limitam-se a gravar as explicações nas aulas.

De acordo com Cecília Pereira, a UNTL tem cooperado com a Associação de Deficientes de Timor-Leste para imprimir conteúdos em braille, uma vez que a universidade não dispõe de uma máquina para aquele efeito.

Além de problemas de recursos humanos, aquele departamento debate-se, igualmente, com a falta de acessibilidade à e na UNTL, prejudicando, sobretudo, pessoas com deficiências motoras. “Não há rampas aqui e a maioria das salas de aula ficam no segundo piso. Todos os dias, os estudantes com deficiência precisam de ajuda dos colegas para descer e subir as escadas”, lamentou Cecília Pereira.

A título informativo, o DICS foi fundado em 2021 e apoia estudantes com vários tipos de deficiência, tendo sido graduadas, até à data, 80 pessoas. Este ano inscreveram-se 53 estudantes.

Notícia relacionda: Comissão F pede combate à discriminação contra pessoas com deficiência

Jornalista: Ivonia da Silva                             

Editora: Isaura Lemos de Deus

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