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Horta propõe criação de Timor Island International University

Presidente da República, José Ramos Horta, passou, no âmbito das comemorações do Dia da Restauração da Independência, uma revista às Forças Armadas, no Palácio Presidencial, Díli. Foto da Tatoli/Francisco Sony

DÍLI, 20 de maio de 2025 (TATOLI) – O Presidente da República, José Ramos Horta, propôs, no âmbito das comemorações do Dia da Restauração da Independência, uma parceria entre Timor-Leste e a Indonésia, especificamente com a Província Nusa Tenggara Timur (NTT), para a criação da Timor Island International University.

Ramos Horta referiu a necessidade de se continuar a reforçar as relações com a Indonésia, em particular com a NTT, com quem diz que o país tem laços históricos, familiares, culturais, sociais e económicos profundos.

“Proponho a criação de uma Universidade Técnica de alta qualidade que atravesse a nossa fronteira terrestre comum, um Campus Universitário com faculdades, edifícios e equipamentos partilhados, geridos por ambos os países em ambos os lados da fronteira”, disse o Chefe de Estado, no seu discurso, em Díli.

O PR referiu que poderia ser “uma Universidade vocacionada para as Economias Verde e Azul, para as ciências e a tecnologia, para a digitalização e a Inteligência Artificial, para a agricultura, para a gestão de recursos hídricos e energias renováveis, para o ambiente e para o empreendedorismo, com um currículo na língua oficial da ASEAN [Associação das Nações do Sudeste Asiático], a língua inglesa”.

O Chefe de Estado disse que a universidade se poderia chamar Timor Island International University, seria cofinanciada pelos Governos timorense e indonésio, teria a participação de universidades selecionadas por ambos os países, e seria apoiada por parceiros estrangeiros que se quisessem associar ao projeto.

“Vamos avançar para uma nova era na desburocratização, simplificação e digitalização dos procedimentos (Governo Eletrónico), eliminando barreiras que impedem ou atrasam o desenvolvimento, das quais se incluem taxas aduaneiras, vistos e entraves ao estabelecimento de novos projetos, que operam na economia ou sociedade, com destaque para a iniciativa privada”, frisou.

“Pediria, se me permitem, às autoridades Indonésias uma medida simples, ponderando a emissão automática de vistos de estudantes correspondentes ao período total de estudos (bacharelato, licenciatura, mestrado ou doutoramento), até cinco anos, ao invés da obrigatoriedade atual de renovação anual destes vistos”, concluiu.

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Equipa da Tatoli

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