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Registados mais de dois mil casos positivos de VIH/SIDA em Timor-Leste

Registados mais de dois mil casos positivos de VIH/SIDA em Timor-Leste

DÍLI, 31 de outubro de 2023 (TATOLI) – O Instituto Nacional de Combate ao VIH SIDA (INCSIDA) registou, em duas décadas, mais de 2 mil casos de VIH/SIDA em Timor-Leste, sendo que 1.065 seropositivos estão em tratamentos, 577 abandonaram o tratamento, 200 morreram e dos restantes, cerca de 160, perderam-se os contactos.

O Presidente do INCSIDA informou que os casos ocorreram em todos os municípios, sendo que a maioria se localiza em Díli com 1.507 infetados, Bobonaro (113), Covalima (95), Oé-Cusse (62), Baucau (53), Ermera (35 em), Ainaro (33) e os outros municípios registaram mais de 10 casos positivos.

O INCSIDA registou ainda 15 grávidas infetadas com HIV/SIDA e também 57 crianças com menos de 5 anos, sendo que parte delas contraíram o vírus através das mães.

Para prevenir o aumento do número de casos, o INCSIDA, juntamente com os parceiros, realiza ações de sensibilização sobre a prevenção da patologia junto da comunidade. A instituição pede igualmente aos seropositivos que continuem a fazer regularmente o tratamento nos centros de saúde e não optem por tratamentos tradicionais sem fundamento científico, porque atualmente ainda não existe uma cura para o HIV/SIDA.

O VIH (vírus da imunodeficiência humana) é um vírus que ataca o sistema imunitário do organismo. Se o VIH não for tratado, pode levar à SIDA (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida). Atualmente, não existe uma cura eficaz. Uma vez contraído o VIH, as pessoas ficam com ele para toda a vida. Mas com cuidados médicos adequados, o VIH pode ser controlado e os seus efeitos mitigados.

Recorde-se que um estudo recente da UNAID Global AIDS, de 2022, revelou que apenas 52% das crianças portadoras do vírus do HIV recebem tratamento para a SIDA, enquanto adultos, na mesma condição, recebem os fármacos antirretrovirais na ordem dos 76%.

Preocupados com a lentidão no progresso de tratamento de crianças seropositivas, bem como no alargamento da percentagem de tratamento entre aquelas e adultos, a UNAID, a UNICEF, a Organização Mundial de Saúde e outros parceiros organizaram uma aliança global para assegurar que o tratamento não seja negado a nenhuma criança que viva com o HIV, até ao fim desta década, bem como prevenir novas infeções infantis.

Esta aliança, a Nova Aliança Global para Acabar com a SIDA Infantil até 2030, foi anunciada por figuras de liderança mundial na Conferência Internacional de SIDA, que ocorreu em Montreal, no Canadá, e definiu quatro pilares essenciais numa ação coletiva contra a propagação da SIDA infantil: acabar com a diferença de tratamento farmacológico entre mães e adolescentes grávidas, ou a amamentar bebés, e otimizar a continuidade dos tratamentos durante ou após aquelas situações; prevenir e detetar novas infeções a mães e adolescentes grávidas, ou a amamentar bebés; tornar acessíveis os testes e cuidados integrados a bebés, crianças e adolescentes expostos ou seropositivos; e abordar, mitigando ou eliminando, as barreiras sociais e de género que ainda obstaculizam o acesso a tratamentos ao HIV.

Notícia relevante: ACP reforça o combate ao VIH/SIDA  

Jornalista: Domingos Piedade Freitas

Editora: Maria Auxiliadora

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