DÍLI, 17 de julho de 2026 (TATOLI) – A Secretária-Executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Maria de Fátima Jardim, afirmou hoje que a organização continua a afirmar-se como um espaço de diálogo, cooperação e concertação política, defendendo o reforço do multilateralismo para responder aos desafios globais.
Numa mensagem alusiva ao 30.º aniversário da CPLP, assinalado esta quinta-feira, Maria de Fátima Jardim recordou que a organização foi criada em 17 de julho de 1996 por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, com o objetivo de fortalecer os laços entre os povos unidos pela língua portuguesa.
A responsável destacou que, ao longo de três décadas, a comunidade se expandiu com a adesão de Timor-Leste, após a restauração da independência, e da Guiné Equatorial, reforçando a sua dimensão política e geográfica.
Segundo a Secretária-Executiva, a CPLP consolidou-se como um importante espaço de cooperação internacional, tendo a língua portuguesa como elemento agregador e instrumento de aproximação entre os Estados-Membros.
“A língua portuguesa é muito mais do que um património comum. É um instrumento de ciência, inovação, diplomacia, desenvolvimento económico e afirmação internacional”, disse a dirigente.
Maria de Fátima Jardim salientou igualmente o crescente envolvimento da sociedade civil, através dos Observadores Consultivos, e o interesse demonstrado por vários Estados e organizações internacionais em estabelecer parcerias com a CPLP na qualidade de Observadores Associados.
Sublinhou que a comunidade tem procurado responder aos desafios internacionais através da promoção do diálogo, da paz e da cooperação, defendendo soluções multilaterais para questões como as alterações geopolíticas, a transformação digital, a inovação tecnológica, as alterações climáticas, a segurança energética, a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável.
A responsável considerou ainda que a juventude deverá desempenhar um papel central na construção do futuro da comunidade e defendeu que áreas como a Inteligência Artificial e a transformação digital devem integrar plenamente a língua portuguesa enquanto veículo de criação, conhecimento e inovação.
Ao fazer o balanço dos 30 anos da organização, Maria de Fátima Jardim destacou os progressos alcançados na concertação político-diplomática e na cooperação em setores como a educação, a saúde, a ciência, a defesa, a administração interna, a segurança alimentar, a governação eletrónica e a igualdade de género.
Realçou igualmente a entrada em vigor do Acordo sobre a Mobilidade na CPLP, considerando que este representa um passo importante para aproximar os cidadãos dos Estados-Membros e fortalecer a integração no espaço lusófono.
Apesar dos avanços, reconheceu que persistem desafios, nomeadamente as assimetrias económicas entre os países da comunidade e as situações de instabilidade que afetam alguns países.
“A CPLP continuará a defender o Estado de direito, a democracia e o diálogo como pilares da estabilidade e da prosperidade”, afirmou.
Maria de Fátima Jardim reiterou ainda o compromisso da organização em fortalecer a cooperação entre os seus membros, aproximar os cidadãos e consolidar a CPLP como uma voz influente na promoção da paz, do multilateralismo e do desenvolvimento sustentável.
A CPLP representa atualmente cerca de 290 milhões de falantes de língua portuguesa.
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Equipa da Tatoli




