iklan

EDUCAÇÃO

Adérito Hugoː estudantes timorenses sentem-se seguros em Israel

Adérito Hugoː estudantes timorenses sentem-se seguros em Israel

Foto do AICAIT

DÍLI, 19 de outubro de 2023 (TATOLI) – Os 51 estudantes timorenses atualmente em Israel, a frequentar o curso de agricultura e horticultura no Centro Internacional de Formação Agrícola de Arava (AICAIT), declararam que pretendem permanecer em Israel. Mesmo sabendo da instabilidade do conflito entre Israel e os territórios palestinianos, os estudantes declararam sentir que a situação na região é segura. A informação foi revelada pelo Vice-Ministro para os Assuntos Parlamentares, Adérito Hugo.

Segundo o governante, desde o início do conflito entre os dois países, no passado dia 07 de outubro, o Governo tem acompanhado a situação dos 51 bolseiros timorenses em Israel através do AICAIT, que confirmou que não pensa haver necessidade de repatriação daqueles do país.

“O Ministério dos Negócios Estrangeiros e os diplomatas ainda estão a contactar os bolseiros e acompanhar o conflito entre os dois países e a vida dos nossos bolseiros. Os lugares de residência e trabalho dos nossos estudantes e as suas vidas ainda não estão em perigo segundo a informação do AICAIT. Por isso, os nossos cidadãos pretendem a continuar o seu curso no setor agrícola e hortícola”, disse o governante, via telefone.

A fonte governamental referiu que esta decisão teve em consideração a declaração da Diretora do AICAIT, Dafna Gommershtadt, que assegurou “que todos os estudantes em Arava estão bem e em segurança” e que desde “segunda-feira, dia 16, os estudantes puderam retomar os estudos”.

“Considerando esta decisão dos estudantes e a garantia de segurança fornecida pela Diretora do AICAIT, o Governo de Timor-Leste decidiu suspender os contactos para o repatriamento dos estudantes. No entanto, o Governo manterá um contacto regular com estes cidadãos, com vista ao fornecimento de informações atualizadas e em estreita coordenação com as autoridades relevantes para garantir a sua segurança”, frisou.

De acordo com o site do The Washington Post, recorde-se que, no passado sábado, dia 07 de outubro,  militantes do Hamas lançaram um ataque transfronteiriço sem precedentes contra Israel. Num ataque furtivo altamente organizado, destruíram a vedação fronteiriça em vários locais, apanharam desprevenido o aparelho de segurança israelita e ultrapassaram as defesas militares. Surpreendidos pela falta de resistência, os atacantes transformaram a operação numa sangrenta e caótica devastação de zonas civis.

Os militantes capturaram prisioneiros numa faixa de território com mais de 32 quilómetros de largura, o que reflete a vasta extensão da incursão através da fronteira de Gaza com o sul de Israel. A maioria dos prisioneiros identificados pelo The Washington Post eram civis, incluindo mulheres, crianças e até bebés. Num festival de dança a apenas cinco quilómetros de distância da vedação da fronteira, foram recuperados mais de 260 corpos. No total, a incursão matou pelo menos 1.400 pessoas em Israel e feriu mais de 4.121, segundo as autoridades.

O Hamas, um grupo militante que controla a densamente povoada Faixa de Gaza desde 2006, afirmou que o objetivo do ataque era “libertar os prisioneiros palestinianos, parar com a agressão israelita à Mesquita de al-Aqsa e quebrar o cerco a Gaza”. Nesse mesmo dia, Israel declarou guerra ao Hamas. As autoridades palestinianas afirmaram que os ataques aéreos e de artilharia israelitas mataram 2.778 pessoas em Gaza e feriram mais de 9.900, enquanto Israel concentra as suas tropas perto de Gaza, na expetativa de uma invasão terrestre. Em 09 de outubro, Israel impôs um “cerco total” à Faixa de Gaza, cortando o fornecimento de eletricidade, alimentos e combustível ao enclave e agravando a crise humanitária.

Jornalistaː Domingos Piedade Freitas

Editoraː Isaura Lemos de Deus

iklan
iklan

Leave a Reply

iklan
error: Content is protected !!