Timor-Leste candidata-se a membro do Conselho de Direitos Humanos da ONU

DÍLI, 27 de julho de 2022 (TATOLI) – A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Adaljiza Magno, acompanhada pelo Presidente da República, Ramos Horta, lançou oficialmente o início da campanha eleitoral de Timor-Leste a membro não-permanente do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) para o período de 2024 a 2026.
“Hoje candidatamo-nos a membro da organização internacional para um período de dois anos”, afirmou Adaljiza Magno, à margem da cerimónia na Praia dos Coqueiros, em Díli.
A governante salientou que Timor-Leste tem feito esforços desde o ano passado para atingir os requisitos mínimos de modo a candidatar-se ao Conselho.
Adaljiza Magno salientou a importância da candidatura de Timor-Leste a uma organização multilateral da ONU, uma vez que vai dar “visibilidade ao país, demonstrando que Timor-Leste tem capacidade de contribuir para a resolução dos problemas internacionais, sobretudo os que digam respeito aos direitos humanos”.
A titular da pasta explicou também que o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas vai eleger os novos membros em outubro de 2023, e acrescentou que o documento da candidatura do país vai ser entregue pela embaixadora de Timor-Leste em Genebra, Suíça.
O Presidente da República, Ramos Horta, por sua vez, expressou o seu apoio e considerou que a candidatura do país representa um sinal que caracteriza os valores humanistas da política nacional do Governo e do Estado.
“Vou fazer a campanha para que Timor-Leste se torne membro do Conselho dos Direitos Humanos. Eu acredito que Timor-Leste vai ganhar”, garantiu.
Ramos Horta, na qualidade de diplomata sénior, salientou que vai sensibilizar alguns diplomatas de países da Europa, da América Latina, da África e da Ásia para votarem em Timor-Leste.
O evento contou com a participação de membros do Governo, do Procurador-Geral da República, de diplomatas e de representantes de organizações internacionais, de entidades nacionais e de outras instituições relevantes.
O Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Fidélis Magalhães, tinha dito que o Conselho dos Direitos Humanos é formado por 47 elementos, “eleitos pela maioria dos Estados da Assembleia Geral da ONU para um mandato de três anos, enquanto os restantes países mantêm o estatuto de observadores”.
Recorde-se que o Ministério da Justiça (MJ) timorense formalizou, em janeiro deste ano, a candidatura do país a membro do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.
Notícia relevante: TL formaliza candidatura a membro do Conselho de Direitos Humanos da ONU
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Maria Auxiliadora

