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Perfurações petrolíferas no sul do país suspensas

Perfurações petrolíferas no sul do país suspensas

Atividade petrolífera. Imagem/Observador.

Díli, 20 de abril de 2020 (TATOLI) – O Diretor de Operações da Timor Resources Pty.Ltd, Luís Pereira, revelou, esta segunda-feira, que todas as atividades relativas às perfurações petrolíferas no sul do país, que serão levadas a cabo por esta empresa e a Timor Gap, foram suspensas.

“Suspendemos todas as atividades, incluindo a instalação das máquinas de perfuração dos poços petrolíferos na área terrestre, pois os técnicos e engenheiros do setor, vindos de países como a Indonésia, [Estados Unidos da] América, Nova Zelândia e Austrália, não podem vir cá por causa do surto da covid-19 que também levou o país a acionar o estado de emergência”, adiantou o diretor à Tatoli, via telefone.

“Parámos, desde a semana passada, esta tarefa. Vamos aguardar até o fim do estado de emergência, pois é um trabalho difícil, que necessita de cerca de um mês para se finalizar a sua instalação, sendo, depois, verificada pela Autoridade Nacional do Petróleo e Minerais (ANPM), antes das perfurações”, afirmou.

Questionado sobre quando é que poderão ser retomadas estas atividades, o diretor disse não ter certeza sobre o período, recordando ainda que, antes do estado de emergência, estavam previstas para o próximo mês de julho.

“Pretendíamos perfurar no primeiro poço no mês de julho, mas as empresas não podem enviar os seus técnicos para o nosso país por causa do estado de emergência”, referiu.

Os poços onde deveriam ser realizadas as perfurações são os que estão localizados no município de Covalima – em Karau, no suco de Matai, e outro na aldeia de Samfuk, suco de Kamenasa –, sendo precisos cerca de 40 dias para finalizar a instalação de máquinas e sua perfuração.

“Os estrangeiros também têm receio da covid-19 e as nossas fronteiras estão fechadas. Decidimos, então, encerrar esta atividade até que o estado de emergência chegue ao fim e haja uma vacina contra a covid-19. Sendo assim, poderíamos retomar este trabalho”, sublinhou.

O diretor disse ainda que, mesmo que termine o estado de emergência em Timor-Leste, se os técnicos não forem autorizados a vir pelos seus países de origem, a empresa não pode fazer nada, “o que significa que se deve aguardar até que exista uma vacina contra o vírus”.

“Não temos nenhuma data fixa para esta perfuração, pois não sabemos quando é que esta doença vai acabar”, referiu.

Já o Vice-Presidente para os Assuntos de Exploração Mineral da ANPM, José Gonçalves, tinha antes dito que, no início de abril deste ano, as duas empresas deveriam dar início à preparação das perfurações de cinco poços petrolíferos localizados no sul do país, nos municípios de Covalima e Manufahi.

Segundo José Gonçalves, os resultados do estudo geofísico e do sistema sísmico e magnético relativo às atividades petrolíferas nestas áreas mostram que é viável, em termos económicos e técnicos, realizar estas perfurações.

O responsável mostrou-se ainda esperançado de que estes campos possam ser, antes do final de 2020, desenvolvidos, em especial no que concerne à exploração.

Também o Presidente da Timor Gap, Francisco Monteiro, tinha antes informado que, no corrente ano, a petrolífera e a Timor Resources dariam início à perfuração destes poços petrolíferos.

O presidente referiu também que as perfurações teriam um custo elevado e defendeu, por isso, que estas atividades deveriam atrair outras empresas para este investimento.

De acordo com o responsável, deveriam ser perfurados entre três e cinco poços do bloco A, três dos quais com cerca de dois mil metros, o que representaria um custo de 35 milhões de dólares.

Jornalista: Florencio Miranda Ximenes

Editor: Julia Chatarina

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