DÍLI, 17 de abril de 2026 (TATOLI) – O crescimento da economia timorense que deverá crescer 4,1% em 2026 é suficiente para garantir estabilidade a curto prazo, mas insuficiente para gerar os níveis de criação de emprego, ganhos de produtividade e expansão das exportações necessários para sustentar um desenvolvimento económico duradouro.
A previsão foi apresentada no último relatório do Banco Mundial, divulgado, ontem, em Díli.
Segundo o documento, a situação deve-se ao crescimento que depende fortemente das despesas públicas, financiadas pelas retiradas do Fundo Petrolífero, o que pode aumentar o défice orçamental a curto prazo.
Os desenvolvimentos recentes no Médio Oriente, incluindo a subida dos preços do petróleo e a volatilidade financeira, representam riscos adicionais para a economia timorense. Estes fatores podem aumentar os custos de importação de combustíveis, as pressões sobre os subsídios e afetar o retorno dos investimentos do Fundo Petrolífero.
Apesar de o consumo privado se apresentar como uma área de maior dinamismo, impulsionado pelos aumentos nas pensões e nas despesas governamentais, as exportações não petrolíferas deverão continuar a crescer de forma limitada, o que contribui para uma situação de vulnerabilidade económica a longo prazo.
De acordo com o Banco Mundial, será necessária uma maior disciplina orçamental para apoiar um modelo de crescimento mais sustentável e garantir a continuidade do desenvolvimento a longo prazo, especialmente com o esgotamento iminente do Fundo Petrolífero.
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Equipa da Tatoli




