DÍLI, 16 de abril de 2026 (TATOLI) – Timor-Leste registou, em 2025, uma queda significativa da inflação, aliviando a pressão sobre as famílias, mas escondendo desafios económicos importantes que ainda persistem. Os dados constam do relatório do Banco Mundial divulgado hoje.
A taxa de inflação geral caiu 0,5%, uma melhoria substancial em relação aos 2,1% registados em 2024 e ao pico de 8,4% em 2023. Este alívio foi impulsionado pela redução dos preços internacionais dos alimentos e dos combustíveis, bem como pela valorização do dólar americano, o que resultou numa recuperação do poder de compra das famílias e contribuiu para a estabilidade macroeconómica do país.
No entanto, a baixa inflação reflete mais as condições externas do que uma melhoria na oferta interna, o que levanta preocupações sobre os riscos para a competitividade do país e o bem-estar das famílias. A volatilidade nos preços dos alimentos continua a ser uma vulnerabilidade significativa para os timorenses.
Embora a inflação tenha sido controlada, os preços dos alimentos, especialmente dos vegetais, registaram aumentos expressivos. Em 2025, os preços dos vegetais subiram 9,4%, impulsionados por perdas na produção devido a condições climáticas adversas e pela fragilidade das cadeias de abastecimento. Cerca de 60% dos alimentos consumidos no país são importados, esta dependência torna as famílias altamente vulneráveis a flutuações nos preços globais e nas taxas de câmbio e a possíveis disrupções nos fornecimentos.
Adicionalmente, enquanto o preço global do arroz caiu 1,8%, o arroz produzido localmente manteve-se caro devido aos baixos rendimentos, agravando o risco de insegurança alimentar. Como resultado, muitas famílias continuam a enfrentar dificuldades no acesso a alimentos essenciais, mesmo num ambiente de inflação baixa.
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Equipa da Tatoli




