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Gaspar Afonso orgulhoso dos 18 anos de independência, mas preocupado com inclusão

Gaspar Afonso orgulhoso dos 18 anos de independência, mas preocupado com inclusão

Gaspar Afonso, Diretor- Executivo da Asosiasaun Halibur Defisiénsia Matan de Timor-Leste (AHDMTL).

DÍLI, 21 de maio de 2020 (TATOLI) – Gaspar Afonso, Diretor-Executivo da Asosiasaun Halibur Defisiénsia Matan de Timor-Leste (AHDMTL), uma associação que defende os direitos dos invisuais timorenses, mostra orgulho em relação ao 18.º aniversário da independência do país, mas sublinha o longo caminho que Timor-Leste ainda tem de percorrer para a inclusão.

“É um orgulho, como cidadão timorense, porque Timor-Leste é um país soberano. Embora ainda enfrentemos muitos desafios, alcançámos a independência”, disse hoje Gaspar Afonso à Tatoli.

Gaspar afirma contudo, que, como cidadão com deficiência, não sentiu ainda os benefícios da independência.

“Falamos de inclusão, mas, na prática, não há uma educação inclusiva. O mesmo acontece nas infraestruturas e em outros setores”, sublinhou.

O diretor-executivo recorda, apesar do impasse político que o país vive, a calma da população, um sinal de maturidade.

“Mostra a sua maturidade. É um povo atento à modernidade e não cai em armadilhas”, afirmou.

Gaspar Afonso sugeriu, no âmbito do Dia da Restauração da Independência, que Timor-Leste melhore a economia do país.

“Já se passaram 18 anos da nossa independência. Devemos melhorar a nossa economia e investir nos setores da agricultura, educação, saúde, infraestruturas e nos recursos humanos bem como na erradicação da pobreza”, defendeu.

Para Gaspar, a prioridade devia ser dada à agricultura, porque a maioria da população vive deste setor.

O diretor-executivo considera também que a população ainda vive com dificuldades, mas tem esperança de que, nos próximos dez anos, Timor-Leste saia desta situação difícil.

Apesar dos problemas, Gaspar Afonso reconhece também progressos no país, ainda que lentos.

“O desenvolvimento avança, mas lentamente. É, por isso, precisa a contribuição de todos os cidadãos. Peço aos governantes que se foquem no desenvolvimento”, pediu.

“Queremos que Timor-Leste compita com outros países desenvolvidos, porque temos muitos recursos naturais, mas não os gerimos com seriedade”, concluiu.

Jornalista : Nelia Fernandes

Editora : Maria Auxiliadora

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