DÍLI, 01 de outubro de 2023 (TATOLI) – Em Timor-Leste, menos de 15% é a percentagem de mulheres que ocupam cargos de liderança em ministérios e secretarias de Estado, cerca de 15 % lideram o poder local e menos de 40% ocupam assentos parlamentares em 2023.
Num plano mais global, há também uma disparidade de género consistente na liderança política e nos assuntos internacionais, com apenas 34 dos 193 Estados-membros da ONU a terem mulheres eleitas como Chefes de Estado ou de Governo. Globalmente, as mulheres detêm apenas 21% dos cargos ministeriais, 26,4% dos assentos no parlamento nacional e 34% dos assentos nos governos locais.
É neste contexto que a ONU Mulheres, em parceria com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MNEC) e com o apoio do Governo do Reino Unido, organizou o Fórum das Mulheres na Liderança e Diplomacia, no âmbito do programa regional Capacitar as Mulheres para uma Paz Sustentável: Prevenir a Violência e Promover a Coesão Social na Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).
Este fórum de diálogo contou com a participação de mulheres líderes timorenses, desde deputadas a ministras, ou ainda de secretárias de Estado a líderes femininas nas áreas da diplomacia, da política e dos assuntos sociais.
A Vice-Ministra do MNEC para os assuntos da ASEAN, Milena Rangel, sublinhou a importância do fórum para promover a implementação dos compromissos assumidos pelo Governo timorense no âmbito da agenda internacional e regional sobre Mulheres, Paz e Segurança.
Segundo a governante “o fórum sublinha o empenho do país em promover a liderança das mulheres nos assuntos internacionais e na diplomacia. É uma plataforma onde se discute a importância de reconhecer e promover o papel das mulheres nestas áreas, contribuindo para a paz e o desenvolvimento sustentável, bem como para servir de ponto de partida para moldar o futuro papel do país na ASEAN”.
A Ministra de Estado do Reino Unido para a Ásia-Pacífico, Anne-Marie Trevelyan, declarou, por sua vez, que o seu Executivo está empenhado em apoiar o Governo timorense na capacitação das mulheres para assumirem um papel fundamental na elaboração das políticas e na defesa da igualdade entre géneros. Para a ministra “as vozes das mulheres devem estar representadas aos mais altos níveis para que o desenvolvimento, a segurança e a paz sejam verdadeiramente sustentáveis”.
A representante da ONU Mulheres em Timor-Leste, Funmi Bologun Alexander, por seu turno, sublinhou que o fórum constitui um importante esforço coletivo para ultrapassar barreiras estruturais, colmatar as lacunas de género e promover uma sociedade mais inclusiva.
“Estamos empenhadas em prestar o apoio necessário para promover a igualdade de género no país. Através do programa Capacitar as Mulheres para uma Paz Sustentável: Prevenir a Violência e Promover a Coesão Social na Associação das Nações do Sudeste Asiático procuramos aumentar as oportunidades e o reconhecimento das mulheres na liderança a todos os níveis”, frisou.
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Maria Auxiliadora




